Iberdrola aposta em força no mercado residencial para triplicar clientes até 2020

Energética espanhola quer chegar a meio milhão de clientes em Portugal em três anos. Objetivo é aumentar quota de mercado de 14% para 20%.

A Iberdrola pretende apostar em força no mercado português, conquistando quota no mercado residencial. Segundo a diretora comercial da energética espanhola em Portugal, Carla Costa, o objetivo é passar dos atuais 160 mil clientes residenciais para 500 mil em 2020.

Um objetivo ambicioso que será alcançado com um reforço da equipa comercial e com uma campanha publicitária que arrancará nas próximas semanas, num investimento significativo, explicou.

A Iberdrola está presente em 2004 e tem atualmente uma quota de mercado de 14%. Conta com mil colaboradores diretos e indiretos, através de uma rede de parceiros em todo o país. A empresa é líder no segmento de clientes industriais e, se atingir o objetivo fixado para 2020, passará a ter uma quota de 20%, atrás apenas da EDP.

A descida nas tarifas no mercado liberalizado, este ano, devido aos termos de acesso às redes, permitirá à Iberdrola “transferir para os seus clientes a totalidade desta redução”, disse Carla Costa, acrescentando que dessa forma a empresa procura “lutar pela confiança dos consumidores”.

A responsável considera que existe um problema de falta de informação sobre o mercado de eletricidade em Portugal, que leva a que muitos consumidores se deixem assustar por táticas comerciais mais agressivas. Exemplo disso, referiu, são as cartas que a EDP enviou a clientes que pretendiam mudar de fornecedor e que mereceram entretanto um reparo do supervisor, a ERSE.

A Iberdrola está também a investir nas energias renováveis em Portugal, com a construção do Sistema Eletroprodutor do Tâmega, que inclui a construção de três barragens (Alto Tâmega, Daivões e Gouvães), com uma capacidade instalada de 1.158 MW e uma capacidade estimada de produção anual de mais de 1.760 GWh.

As obras já estão em curso e vão prolongar-se até 2023, num investimento de mais de 1,5 mil milhões de euros. Duas das barragens entrarão em funcionamento em 2021 e a terceira em 2023.

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