Ibersol avança com aumento de capital que propicia encaixe até 40 milhões

A empresa que detém a Pizza Hut, KFC, Taco Bell e Burger King anunciou um aumento de capital num montante máximo de 40 milhões de euros. A empresa quer ainda distribuir 20% dos lucros anuais consolidados.

A Ibersol vai avançar com um aumento de capital de até 40 milhões de euros e quer dar dividendos de 20% aos acionistas.

O aumento do capital será realizado através de oferta pública de subscrição de dez milhões de ações com o preço de quatro euros por ação destinadas à subscrição dos acionistas da Ibersol e demais investidores que sejam titulares de direitos de subscrição.

O aumento de capital propiciará um encaixe de 40 milhões de euros, caso a operação seja integralmente subscrita. Assim, o capital social da Ibersol será aumentado no montante de dez milhões de euros, por novas entradas em dinheiro nesse montante e com um ágio [prémio de emissão] no valor de 30 milhões de euros, passando o capital social de 36 milhões de euros para 46 milhōes.

As ações da empresa de restauração ficará representada, após o Aumento do Capital, por 46 milhões de ações ordinárias, escriturais, nominativas e com o valor nominal de um euro cada.

“O preço de subscrição de cada ação a emitir no contexto do aumento do capital será quatro euros (o que inclui um ágio de três euros) por cada nova ação”.

Caso a subscrição fique incompleta, o aumento de capital ficará limitado às subscrições recolhidas, avisa a empresa que detém marcas de restauração como a Pizza Hut, KFC, Taco Bell e Burger King.

“A oferta visa manter o nível de dívida bancária por si contraída e melhorar a estrutura de capitais da sociedade, por via do reforço dos seus capitais próprios, procurando um reforço do balanço da Ibersol em direção aos níveis anteriores aos da pandemia Covid-19, dotando a sociedade de liquidez, capacidade de financiamento por via da melhoria do seu perfil creditício e maior flexibilidade estratégica e financeira, conferindo à sociedade os meios necessários para concretizar as suas linhas de orientação estratégica e, em especial, retomar a normal cadência de investimentos de expansão e de modernização dos seus restaurantes, por forma a manter e alargar as quotas de mercados dos negócios nos quais a Sociedade atua e que se mostraram mais resilientes no contexto da crise originada pela pandemia”, lê-se no comunicado.

No contexto da oferta, os acionistas ATPS , dois dos seus administradores (António Pinto Sousa e António Teixeira, detentores, cada um, de 2.520 ações da Ibersol) e a ANUTA – Serviços e Gestão, sua subsidiária detida a 100%, assumiram o compromisso irrevogável de subscrever, como mínimo, um total de 6.102.493 novas ações ao preço de subscrição unitário de quatro euros, “correspondentes ao exercício da totalidade dos direitos de subscrição que lhes irão ser atribuídos no âmbito da oferta, por via das participações acionistas por si detidas na data do compromisso”, dizem.

A Ibersol também anunciou que vai distribuir dividendos.

A empresa que integra o PSI-20 informou que o seu Conselho de Administração deliberou aprovar a distribuição de dividendos para os próximos cinco anos. A empresa de restauração vai distribuir 20% dos lucros anuais consolidados da sociedade, “ficando, em qualquer caso, a distribuição ou não de dividendos e o rácio efetivo dependentes de proposta do Conselho de Administração e sujeitos a aprovação pela Assembleia Geral em cada ano”.

Adicionalmente, “a distribuição de dividendos fica subordinada aos limites legais e estatutários aplicáveis em cada momento e à aprovação de contas, tendo ainda em consideração o cash flow gerado, a sustentabilidade da estrutura de capitais da sociedade e as fontes de financiamento disponíveis, bem como os planos de investimentos existentes e os cash flows gerados pelas participadas da Sociedade, atendendo à sua natureza de sociedade gestora de participações sociais”, ressalva a Ibersol.

Recomendadas

PremiumEugénio Rosa: “A substituição da administração do Banco Montepio é necessária”

“Sou totalmente contra uma administração que caia de paraquedas no Banco Montepio”, defende Eugénio Rosa, líder da lista C, candidata às eleição dos órgãos associativos do Montepio Geral.

PremiumPedro Corte-Real: “Há garantias do primeiro-ministro que o Montepio ia ser apoiado”

Pedro Corte-Real, que lidera a lista B para a presidência da Associação Mutualista Montepio Geral, defende que o Estado deve ajudar o Banco Montepio e diz que “esse apoio ainda não foi dado por falta de credibilidade das direções”.

Goldman Sachs quer aumentar diversidade étnica e de género nas cotadas do S&P 500 e do FTSE 100

A Goldman Sachs Asset Management diz que quer estar na vanguarda para impulsionar uma maior diversidade e inclusão nos conselhos de administração em todo o mundo.
Comentários