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IGCP levanta 2.110 milhões em Bilhetes do Tesouro a seis e 12 meses

No leilão realizado hoje, Portugal colocou 690 milhões de euros em bilhetes do Tesouro a 6 meses e 1.420 milhões a 12 meses. Em ambos os prazos, registou-se uma subida das taxas de juro. Na maturidade de 6 meses, a taxa fixou-se em 2,141%, tendo a procura atingido 2,81 vezes do montante emitido. Já na maturidade de 12 meses, a taxa situou-se em 2,307%, com uma procura de 1,57 vezes.
18 Março 2026, 11h36

O IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública realizou hoje dois leilões de Bilhetes do Tesouro (BT), a cerca de seis e 12 meses, com um montante indicativo global de até 2.000 milhões de euros.

A colocação superou o montante indicativo. Em Bilhetes do Tesouro (BT) a 6 meses (data de vencimento em setembro 2026) foram colocados 690 milhões de euros a uma taxa/yield de 2,141%, com a procura a superar 2,81 vezes a oferta.

Na linha de Bilhetes do Tesouro (BT) a 12 meses (data de vencimento em março 2026) foram colocados 1.420 milhões de euros com uma taxa/yield de 2,307% e a procura superou 1,57 vezes a oferta.

Filipe Silva, Diretor de Investimentos do Banco Carregosa, fez uma comentário sobre as emissões de Bilhetes do Tesouro.

“Este resultado surge num contexto de incerteza política e geopolítica”, sublinha Filipe Silva.

“O agravamento do conflito no Irão tem contribuído para a subida dos preços do petróleo, levando à revisão em alta das perspetivas de inflação. Este enquadramento poderá obrigar os bancos centrais a manter uma postura mais restritiva, ou até a voltar a subir as taxas de juro ao longo do ano. Em consequência, as yields da dívida soberana e da dívida empresarial têm vindo a subir, tanto nos prazos curtos como nos longos, devendo continuar a ajustar-se em função da evolução do conflito e das perspetivas futuras para a inflação”, acrescentou.


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