Imobiliário: Lisboa vista como uma das 10 cidades mais atrativas para investir em 2021

A capital portuguesa ocupa o décimo lugar numa lista que é liderada por Londres, mas onde a predominância é alemã. Estudo indica que cerca de 60% dos investidores europeus planeiam investir mais em imobiliário este ano do que em 2020.

Andreas Brücker/Unsplash

Portugal é vista como uma das 10 cidades da Europa com maior capacidade para atrair investidores imobiliários em 2021. A capital portuguesa ocupa o décimo lugar da lista do relatório ‘EMEA Investor Intentions Survey 2021’ elaborado pela consultora CBRE e divulgado esta segunda-feira, 19 de abril.

O primeiro lugar pertence a Londres que apesar do Brexit continua a ser vista como uma cidade com muita capacidade para captar os investidores. O ‘top 3’ fica completo com duas cidades alemãs: Berlim e Frankurt. De resto, a Alemanha é o país dominador desta lista, tendo ainda mais duas cidades neste top-10: Munique (6º) e Hamburgo (7º).

No quarto lugar surge Paris, seguida de Amesterdão, estando o oitavo lugar entregue à cidade suíça de Zurique e o nono posto à capital da Polónia, Varsóvia.

Em termos gerais, os dados do relatório indicam que cerca de 60% dos investidores europeus planeiam investir mais em imobiliário este ano do que em 2020, sendo que quase 75% pretendem comprar 10% ou mais. Valor que dispara no Reino Unido,onde mais de 80% dos investidores desejam investir mais capital.

Nuno Nunes, diretor de capital markets da CBRE Portugal, considera que o país continua dentro do radar de investimento internacional, mostrando-se também otimista em relação aos players nacionais. “Existem atualmente mais de 2.400 milhões de euros de ativos em comercialização ou com processos em curso para serem lançados a mercado em breve, levando-nos a antecipar um volume de investimento para o ano de aproximadamente 2.600 milhões de euros. Sendo um montante ligeiramente abaixo do observado no ano passado (de 2.900 milhões de euros), é ainda bastante relevante para o mercado nacional”, refere.

A consultora estima que este ano os volumes de investimento europeu aumentem até 5% em relação a 2020, embora considerem provável que haja alguma variação entre países e classes de ativos. Com a flexibilidade no trabalho e o teletrabalho a tornarem-se uma tendência global devido à pandemia, os escritórios são os espaços eleitos por parte de 35% dos investidores inquiridos neste estudo.

Já o segmento da habitação é visto por 24% dos inquiridos como a área ideal para investir, seguido pelos sectores da indústria e logística com 22%.

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