Impostos pagos por Trump não parecem alterar o rumo das presidenciais

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pagou apenas 750 dólares (645 euros) em impostos federais em 2016, ano em que foi eleito, mas as repercussões da notícia não foram as esperadas. Os democratas estão a acionar um plano B.

As notícias que finalmente chegaram sobre o pagamento de impostos por parte do presidente Donald Trump parecem não estar a surtir o efeito desejado pelos democratas e, a acreditar nos jornais norte-americanos, o partido está a trabalhar num cenário de empate técnico no final do dia 3 de novembro.

É a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, que está a dirigir os esforços democratas, apelando a que o partido se prepare para um cenário eleitoral único que pode inclusivamente passatr pela exigência que o Congresso decidir o resultado das eleições.

Em carta dirigida aos democratas da Câmara, Pelosi alerta para a eventualidade de Trump pedir àquele organismo para decidir as eleições se não estiver claro qual dos dois candidatos recebeu o mínimo de 270 votos no Colégio Eleitoral.

Trump tem questionado repetidamente a segurança da votação pelo correio e agora os democratas temem que o presidente possa tentar fazer com que a contagem desses votos seja interrompida para que o resultado da eleição seja determinado pela Câmara.

De acordo com a Constituição dos Estados Unidos, a Câmara dos Representantes votaria por delegação estadual para resolver o problema, com cada Estado tendo direito a um único voto. Enquanto os democratas controlam a Câmara (232 assentos contra 198 dos republicanos), o partido de Trump controla uma maioria de 26 delegações estaduais contra 22 democratas. A Câmara não determina o resultado de uma eleição presidencial desde 1876.

O ‘New York Times’ publicou esta segunda-feira o primeiro trabalho de uma série que promete colocar a descoberto 20 anos de declarações fiscais do multimilionário, mas num primeiro momento não é claro que os eleitores estejam a debandar do partido republicano devido ao que foi apurado sobre a matéria.

As declarações fiscais do antigo magnata do ramo imobiliário estão no centro de uma batalha jurídica, uma vez que Trump sempre se recusou a publicá-las, ao contrário dos seus antecessores.

“O ‘New York Times’ obteve informações fiscais relativas a mais de 20 anos de Trump e das centenas de empresas que compõem o seu grupo, incluindo informações detalhadas sobre os seus dois primeiros anos de mandato – o trabalho não inclui as suas declarações de rendimentos de 2018 ou 2019”, escrevem os autores da investigação.

Mas para além da questão fiscal há uma outra dimensão da investigação: os negócios de Trump parecem ter beneficiado da sua posição enquanto presidente dos Estados Unidos e “as suas holdings podem ter criado potenciais conflitos entre os seus interesses financeiros e os interesses diplomáticos da nação”, escreve o jornal.

Um advogado do grupo de Trump, Alan Garten, disse ao New York Times que “a maioria dos factos, se não todos, parecem estar incorretos”, acrescentando que o Presidente “pagou dezenas de milhões de dólares em impostos pessoais ao governo federal, incluindo o pagamento de milhões em impostos pessoais desde que anunciou a sua candidatura em 2015”.

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