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Impresa regressa aos lucros em 2025 ao atingir resultados de 1,2 milhões

O Grupo Impresa anunciou hoje o regresso aos lucros no exercício de 2025, atingindo um resultado líquido de 1,2 milhões de euros. O desempenho representa uma recuperação de 6,7 milhões de euros face a 2024 e marca o melhor resultado da empresa desde 2021. SIC impulsionou os resultados.
Cristina Bernardo
5 Março 2026, 17h02

O grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão fechou o ano com um resultado líquido positivo de 1,2 milhões de euros, recuperando do prejuízo de 5,5 milhões registado no ano anterior. O desempenho representa uma recuperação de 6,7 milhões de euros face a 2024 e marca o melhor resultado da empresa desde 2021.

A SIC foi o principal motor deste crescimento,  já que viu os seus lucros dispararem 74,7% para 8,3 milhões de euros, o que compara com os 4,8 milhões do ano precedente. O EBITDA recorrente da estação de Paço de Arcos subiu 17%, fixando-se nos 17,7 milhões de euros.

A nível global, as receitas do grupo mantiveram-se estáveis nos 181,8 milhões de euros. Mas o foco na eficiência permitiu uma redução de 0,5% nos custos operacionais, elevando o EBITDA recorrente total para 19,3 milhões de euros.

Em detalhe, os custos operacionais totalizaram 163,1 milhões, mas, numa base recorrente — excluindo gastos com reestruturações e indemnizações —, fixaram-se nos 161,4 milhões. Esta descida de 0,8% consolida o terceiro ano consecutivo de redução de custos, refletindo a eficácia das medidas do Plano Estratégico 2025-2028.

Ao nível da rentabilidade, o EBITDA consolidado atingiu os 18,8 milhões, com o EBITDA recorrente a crescer 23,8% para os 19,3 milhões. A favorecer este desempenho esteve também uma melhoria de 10,2% nos resultados financeiros, fruto da descida das taxas de juro e da redução da dívida líquida média do Grupo.

Para o CEO do grupo, Francisco Pedro Balsemão, estes números confirmam o início de um novo ciclo estratégico. “Se expurgarmos efeitos não recorrentes, as receitas cresceram 2,4 milhões de euros”, sublinha o gestor, destacando que o corte de custos é já fruto do projeto “Impresa 2028”, focado na otimização de despesas e sinergias internas.

No plano financeiro, o grupo conseguiu ainda retomar a trajetória de desalavancagem, reduzindo a dívida remunerada líquida em 4 milhões de euros, para um total de 126,9 milhões. A dívida remunerada líquida reduziu 3,1% face ao período homólogo.

No comunicado Francisco Pedro Balsemão deixou uma nota sobre o futuro próximo: os ativos e valores do grupo “serão em breve reforçados com a entrada de um novo parceiro de excelência”. Em novembro de 2025, a Impresa comunicou ao mercado a celebração de um Acordo
de Investimento com a MFE – MediaForEurope N.V. e a Impreger, que prevê a subscrição, pela MFE, de um aumento de capital até 17,3 milhões de euros sujeito a condições precedentes, incluindo uma aprovação por parte da CMVM.


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