Impress leva ao Porto negócio da tecnologia para aparelhos invisíveis

A abertura da segunda clínica própria em Portugal representa parte do investimento de cinco milhões de euros que a startup espanhola-alemã dedicou ao mercado português este ano.

A startup espanhola-alemã Impress, que tem uma cadeia de clínicas especializadas em ortodontia invisível (aparelhos dentários transparentes), investiu na cidade do Porto parte dos 5 milhões de euros alocados para o mercado português este ano e abriu portas ao seu primeiro espaço próprio no Norte, na Rua Sá da Bandeira – junto ao conhecido Mercado do Bulhão e à cosmopolita Rua de Santa Catarina.

Esta é a segunda clínica própria que a empresa tem em Portugal e nasce exatamente um ano depois de fechar uma ronda de financiamento de 5 milhões de euros na qual participaram os portugueses da Bynd Venture Capital, os ucranianos da TA Ventures e o braço de investimento de capital de risco do banco Sabadell. Nessa altura,

A Impress estava presente no Porto desde 2020 com os seus alinhadores invisíveis disponíveis noutros estabelecimentos, mas esta aposta surge para dar resposta a uma procura crescente pelo tratamento ortodôntico desta natureza. O chefe de ortodontia da Impress, Khaled Kasem, antecipa que continuará a “aumentar expressivamente”.

“Poder inaugurar mais uma clínica própria em Portugal representa um marco muito importante no caminho que estamos a construir no país e esperamos poder estar cada vez mais próximos dos habitantes do Porto. Dizem que as pessoas do Porto são pessoas felizes, mas queremos dar-lhes ainda mais motivos para sorrir e que o façam com ainda mais confiança, através de uma experiência diferenciadora, pautada por um tratamento mais rápido, eficaz, discreto e, acima de tudo, indolor”, afirma.

A empresa recorre a alta tecnologia para aplicar aparelhos invisíveis a um preço mais acessível – os valores variam entre os 1.975 euros e os 2.975 euros (tratamento e consultas) – e permitir uma monitorização do tratamento através de uma aplicação móvel, para a qual o paciente tem de enviar uma fotografia do seu sorriso de cada vez que troca de alinhadores (os aparelhos, que visualmente se assemelham aos tradicionais de contenção). A app, recorrendo a inteligência artificial, e o médico analisam o progresso e sinalizam quaisquer imprevistos.

Só em 2021 iniciaram tratamento com a Impress 1.300 utentes no país. “Para acompanhar esta expansão, aumentamos também a nossa equipa de colaboradores de forma expressiva, contando atualmente com 32 colaboradores em território nacional, um número que queremos duplicar no próximo ano”, adiantou, em entrevista à agência Lusa, a country manager da Impress em Portugal, Susana Fontes.

A Impress está presente em Espanha, Itália, Inglaterra, França e Portugal (Lisboa, Porto, Braga, Coimbra, Guimarães, Leiria, Aveiro, Amadora, Portimão, Almada, Setúbal, Cascais e Torres Vedras) mas ambiciona ter clínicas próprias por toda a Europa.

“Muita coisa mudou, mas a ortodontia não. Desde o final do século XIX que muita gente ainda vai ao dentista, põe aparelho e fica com a boca cheia de metal. Há tecnologias no mercado e mas mais do que disponibilizar tecnologia queremos oferecer novas experiências. Queremos alterar um bocadinho a forma como se olha para o médico e comunica com ele, como se a pessoa se sente. Há tanta maneira de fazer um tratamento melhor”, referiu ao Jornal Económico Diliara Lupenko, cofundadora e Chief Operating Officer da Impress, aquando da última ronda de investimento.

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