Incerteza nas eleições dos EUA penaliza mercados bolsistas. PSI 20 cai fortemente penalizado pelas energéticas

A incerteza gerada pelas eleições presidenciais norte-americanas, cujo o vecedor ainda está longe de ser conhecido, está a deixar as praças bolsistas voláteis.

Paulo Whitaker/Reuters

O principal índice bolsista português (PSI 20) iniciou a sessão desta quarta-feira a perde 1,63%, para 3.983,44 pontos, em linha com as principais praças europeias. A incerteza gerada pelas eleições presidenciais norte-americanas, cujo o vecedor ainda está longe de ser conhecido, está a deixar as praças bolsistas voláteis.

Ainda não há um vencedor declarado na corrida à Casa Branca. O candidato do Partido Democrata, Joe Biden, confia na vitória, enquanto o ainda presidente, Donald Trump, já veio reclamar vitória ao mesmo tempo que ameaçou levar a contagem dos votos a tribunal, caso continuem a ser contabilizados. O cenário de indefinição está montado e isso está a determinar as expetativas dos investidores europeus.

“Nós vamos recorrer ao Supremo Tribunal dos EUA. Queremos que a votação pare. Não queremos que eles encontrem nenhuns votos às 4h da manhã e os adicionem à lista”, disse Trump, numa declaração na Casa Branca. O republicano também declarou ter vencido nos estados da Georgia, Wiscosin, Michigan e Arizona. Contudo, nestes estados a contagem dos votos ainda não terminou.

A bolsa portuguesa não escapa à volatilidade do cenário que a corrida eleitoral norte-americana está a pintar nos mercados bolsistas. Das 18 empresas cotadas do PSI 20, apenas duas empresas não negoceiam em território negativo.

O setor energético sobressai no arranque da sessão, com a EDP Renováveis (-3,46%), a Galp (-2,78%), a EDP (-2,41%) e a REN (-0,65% a liderar perdas.

Destaque ainda para as quebras dos títulos da Altri, Navigator, BCP, CTT e Mota-Engil que acumulam perdas acima de 1%.

Os CTT e a NOS apresentam resultados trimestrais esta quarta-feira, após o fim da sessão.

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