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Incerteza põe operações de banca de investimento do Credit Suisse e UBS em stand-by

O “El Economista” noticia que o facto de agências de notação financeira como a Fitch terem colocado o banco que irá assumir o controlo do Credit Suisse em “vigilância especial com implicações negativas”, está a deixar em suspenso as operações de banca de investimento onde o UBS estava envolvido.
Michael Buholzer / EPA
23 Março 2023, 10h40

As operações de banca de investimento em que o Credit Suisse o UBS estavam envolvidos, como financiamentos, refinanciamentos e mesmo operações de aquisições e fusões em que eram advisors, estão suspensas, avança o “El Economista” que cita fontes do sector, que salientam que a principal dificuldade a que estão a assistir é o encerramento de sindicatos bancários de colocação de operações de dívida, que foram alterados pela situação de incerteza que existe no mercado neste momento.

Além disso, o sector assinala também que as instituições deram ordem para “vigiar” as operações em que estas instituições, agora no centro das notícias, estiveram envolvidas e das quais foram excluídas, para que possam “agarrar a oportunidade” e substituí-las.

No que diz respeito à suspensão de operações onde os bancos que anunciaram uma fusão, as mesmas fontes salientam ao “El Economista” que a situação actual dos ratings gerou maiores complicações. “Os empréstimos e obrigações alavancados são os mais difíceis de comercializar neste momento”, diz um dos principais bancos de investimento a operar em Espanha neste momento ao jornal espanhol. “As operações que têm classificação de investiment grade são dez vezes mais fáceis, mas a situação geral também não ajuda”, salientam.

Porque é que as transações envolvendo o UBS também foram colocadas sob quarentena? As mesmas fontes salientam ao “El Economista” que o facto de agências de notação financeira como a Fitch terem colocado a entidade que irá assumir o controlo do Credit Suisse em “vigilância especial com implicações negativas”, juntamente com a falta de informação sobre o impacto que esta aquisição poderá ter no UBS, levaram a esta decisão. De facto, a própria agência de notação salientou na terça-feira à tarde que ainda existem “riscos de execução” que podem “enfraquecer o negócio do UBS” durante a integração e reestruturação do Credit Suisse num contexto macroeconómico “cada vez mais complicado”.

A S&P também defendeu que “vemos um risco de execução significativo na integração do Credit Suisse no UBS”, apontando para um perfil de crédito “mais fraco” e a complexidade de liquidar uma grande parte das operações bancárias de investimento.

Embora seja verdade que isto possa ser um revés para as operações nos próximos meses, o jornal diz que o congelamento das operações de banca de investimento será temporária se a situação não for complicada a outros níveis.

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