A empresa polaca de soluções logísticas para o setor do comércio eletrónico, cotada na bolsa de Amsterdão, registou lucros de 481,3 milhões de euros nos nove meses, a caírem 43,2% face ao período homólogo do ano anterior (847,2 milhões). Em termos ajustados o lucro até setembro ascende a 927,1 milhões, o que traduz uma queda de 9,6% face aos 1.025,7 milhões um ano antes.
No terceiro trimestre os resultados líquidos ajustados (o grupo fez aquisições entretanto) foram de 322,8 milhões, menos que os 333,9 milhões no mesmo trimestre de 2024.
Isto apesar de o grupo crescer 49% em receitas e 34% em volume de encomendas, “consolidando a sua liderança europeia após a integração da Yodel e o reforço da sua rede internacional”.
Na Península Ibérica, a empresa acelerou a sua expansão com a aquisição da Sending e o planeamento do lançamento de 2.000 novos lockers em 2025.
Durante o terceiro trimestre, a InPost geriu 352 milhões de encomendas, ou seja, um aumento de 34% face ao mesmo período do ano anterior, superando largamente o crescimento do mercado do comércio eletrónico em todos os seus mercados.
As receitas atingiram os 3,8 mil milhões de zlotys (898,6 milhões de euros) representando um aumento interanual de 49%, enquanto o EBITDA ajustado ascendeu a 1,1 mil milhões de zlotys (260,1 milhões de euros), mais 24% do que no ano anterior, com uma margem de 28%.
O grupo diz em comunicado que “registou um crescimento sólido no terceiro trimestre de 2025, impulsionado por volumes recorde de encomendas, uma forte expansão de receitas e o rápido desenvolvimento da sua rede internacional, reforçado por aquisições estratégicas como a Yodel e a Menzies no Reino Unido”.
Rafał Brzoska, Fundador e CEO do InPost Group, comenta que “apesar dos investimentos significativos na expansão da rede, mantivemos margens sólidas e uma produção de caixa robusta”.
“Estamos orgulhosos por registar mais um trimestre recorde, que demonstra a força e a escalabilidade da plataforma de entregas fora de casa da InPost em toda a Europa. O nosso sólido crescimento em volume e faturação – superando o mercado em todos os países onde operamos – reflete a confiança de milhões de consumidores e o compromisso da nossa talentosa equipa”, refere citado no comunicado.
O CEO acrescenta que “graças a aquisições estratégicas, especialmente no Reino Unido, as nossas receitas atingiram um máximo histórico, reforçando a nossa liderança no mercado. Na Polónia, o nosso estatuto de ‘love brand’ continua a impulsionar a fidelização e a rentabilidade, enquanto na zona euro e no Reino Unido, a expansão da nossa rede e as integrações estratégicas estão a acelerar a adoção dos Lockers e das soluções fora de casa”.
Na Zona Euro os volumes ascenderam a 83,5 milhões de envios (+24% em termos homólogos) e as receitas aumentaram 35,6%, atingindo 996,1 milhões de zlotys (235,5 milhões de euros), impulsionadas pelo crescimento do segmento B2C e pela rápida adoção dos cacifos automáticos (APM).
A margem EBITDA ajustada manteve-se estável em 14,5%.
“Neste mercado destaca-se especialmente o reforço da posição do grupo na Península Ibérica, graças à integração da empresa espanhola Sending, adquirida em julho, que fortalece a oferta de entregas ao domicílio e amplia a rede de pontos fora de casa em Espanha e Portugal. Além disso, a InPost planeia instalar cerca de 2.000 novos cacifos (APM) na Península Ibérica antes do final de 2025, consolidando a sua aposta neste mercado estratégico”, revela a empresa.
Na Polónia, o mercado mais maduro do grupo, os volumes cresceram 10% face ao ano anterior, atingindo 187,8 milhões de encomendas, e a margem EBITDA ajustada melhorou 240 pontos base, até 49,2%, graças a uma gestão eficiente de custos e a uma forte preferência de marca entre os consumidores.
No Reino Unido e Irlanda, os volumes mais do que triplicaram, atingindo 80,2 milhões de encomendas (+219% face ao ano anterior), com receitas a aumentar 307% graças à integração da Yodel e da Menzies. O EBITDA ajustado do segmento mais do que duplicou (+112,6%), alcançando 88 milhões de zlotys.
A empresa instalou 12.900 novos Lockers nos últimos doze meses, alcançando uma rede de quase 90.000 pontos de entrega fora de casa (OOH) em toda a Europa, incluindo 57.000 Lockers automatizados (APM).
O Capex (investimento) do trimestre ascendeu a 356 milhões de zlotys, principalmente destinado ao crescimento da rede e à infraestrutura.
Por sua vez, a dívida líquida manteve-se estável em 2,1 vezes o EBITDA ajustado, enquanto o fluxo de caixa livre do grupo nos primeiros nove meses do ano foi positivo.
Em termos de previsões a InPost revela que para o exercício fiscal de 2025, mantém inalteradas as suas previsões de crescimento em volume e faturação para o Grupo. Assim, a empresa mantém a sua expectativa de aumento do EBITDA ajustado na Polónia e na Zona Euro.
Para o segmento do Reino Unido, o grupo ajusta a sua previsão de EBITDA ajustado devido a investimentos adicionais e à prioridade dada à qualidade durante o pico de atividade.
Como resultado, a nova previsão para o conjunto do Grupo situa o crescimento do EBITDA ajustado na faixa média de dois dígitos em 2025. As previsões relativas à expansão da rede, Capex e fluxo de caixa livre mantêm-se inalteradas.
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