Insolvências começam a aumentar no sector da construção, diz Crédito y Caución

A deterioração das margens de lucro do sector da construção, devido ao incremento dos preços das matérias-primas, do transporte e da energia, está a agravar o risco de crédito das empresas de menor dimensão. A seguradora aponta Portugal como um dos países onde esse risco existe. 

A Crédito y Caución revela que há um aumento das insolvências no sector da construção em diversos países europeus que afeta principalmente às micro e pequenas empresas. De acordo com o mais recente relatório divulgado pela seguradora de crédito, que analisa o desempenho do sector em diferentes mercados, estima-se que esta tendência de aumento se mantenha nos próximos meses.

A deterioração das margens de lucro do sector da construção, devido ao incremento dos preços das matérias-primas, do transporte e da energia, está a agravar o risco de crédito das empresas de menor dimensão.

A seguradora aponta Portugal como um dos países onde esse risco existe. “Neste contexto, o sector da construção apresenta um elevado risco de incumprimento em diversos países europeus como Espanha, Dinamarca, Eslováquia, França, Reino Unido, Itália, Portugal, Polónia, Reino Unido, República Checa ou Rússia, bem como nas economias da Austrália, Brasil, Coreia do Sul, China, Emirados Árabes Unidos, Índia, México, Singapura, Tailândia ou Turquia”, refere a Crédito y Caución.

Só os Estados Unidos “apresentam um baixo risco de incumprimento. Na Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, Hungria, Hong Kong, Indonésia, Irlanda, Japão, Nova Zelândia, Países Baixos, Suécia, Suíça ou Taiwan, o setor da construção apresenta níveis de incumprimento considerados médios”, segundo o mesmo relatório.

O estudo diz que, apesar da sólida retoma da atividade, a maioria dos mercados enfrenta uma concorrência intensa, com margens estreitas e com sistemáticos atrasos nos pagamentos por parte dos clientes públicos.

Em praticamente todos os países a construção regista uma percentagem de falências superior à maioria dos restantes setores de atividade.

“Além disso, no contexto atual, a recuperação da construção não residencial manteve-se baixa dada a menor procura de escritórios e espaços comerciais. O aumento dos preços dos materiais de construção coloca uma pressão adicional sobre as margens de lucro o que afeta em especial os operadores de menor dimensão. Em muitos mercados avançados, a escassez de mão de obra e a falta de pessoal qualificado aumentam os custos salariais das empresas de construção”, avança a seguradora.

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