Investimento de 50 milhões vai permitir ao Alqueva ter o maior projeto fotovoltaico flutuante da Europa

Esta foi a solução encontrada pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) para fazer face aos custos elevados que a EDP cobra pelo fornecimento de energia às centrais hidroelétricas de Alqueva e Pedrógão.

O investimento de 50 milhões de euros em dez unidades de energia solar a instalar nos espelhos de água que dão suporte ao sistema de rega e que irão produzir 90GWh/ano vai permitir ao Alqueva ter o maior projeto fotovoltaico flutuante da Europa, avança o jornal “Público“, esta quarta-feira.

Esta foi a solução encontrada pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) para fazer face aos custos elevados que a EDP cobra pelo fornecimento de energia às centrais hidroelétricas de Alqueva e Pedrógão que o megassistema de rega consome para levar água aos 120 mil hectares de regadio a que, até 2025, irão somar-se mais 50 mil hectares.

Com uma produção estimada em 90GWh/ano, a energia obtida pelo conjunto destas centrais fotovoltaicas seria suficiente para abastecer cerca de dois terços de toda a população do Baixo Alentejo. Para a EDIA, “será o maior projecto fotovoltaico flutuante da Europa e terá como preço-base 50 milhões de euros, financiados em 45 milhões de euros pelo Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa e cinco milhões de capitais próprios da EDIA.

Este projeto compreende a instalação de dez centrais fotovoltaicas flutuantes com uma potência instalada total de 50 MWp que irão ocupar uma área com cerca de 50 hectares sobre a água. As estimativas do projeto apontam para a instalação de 127 mil painéis fotovoltaicos.

Com uma produção estimada em 90GWh/ano, a energia obtida pelo conjunto destas centrais fotovoltaicas seria suficiente para abastecer cerca de 2/3 de toda a população do Baixo Alentejo. Para a EDIA, “será o maior projecto fotovoltaico flutuante da Europa e terá como preço-base 50 milhões de euros, financiados em 45 milhões de euros pelo Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa e 5 milhões de capitais próprios da EDIA.”

A maior das dez centrais fotovoltaicas instaladas sobre estruturas flutuantes irá ocupar 28 hectares de área junto à estação elevatória dos Álamos, que fornece água ao subsistema do Alqueva. Será a mais extensa da Europa instalada em superfície líquida.

A energia será dirigida para as estações elevatórias que lhes estão dedicadas para autoconsumo e, “só quando esta energia não for suficiente ou quando existir um excedente, irá ser comprada (ou vendida) à rede nas condições de mercado, actualmente em vigor”, salienta a EDIA.

Estas centrais fotovoltaicas ficarão integradas na paisagem, pois “irão ficar dissimuladas nos reservatórios cuja cota se situa acima do horizonte visual, ou em localizações afastadas dos principais eixos rodoviários”, esclarece a empresa. A instalação destas centrais na proximidade das estações elevatórias que consumirão a electricidade gerada permitirá, “além da respectiva descarbonização, a eliminação das perdas por transmissão e a redução de potência pedida à rede, em geral durante o Verão e em especial durante os períodos de ponta”, conclui a EDIA.

As novas áreas de expansão dos perímetros de rega de Alqueva (mais 50 mil hectares) previstas para os próximos anos também irão ser equipadas com sistemas baseados na energia solar.

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