Portugal atraiu 8,5 mil milhões de euros em Investimento Direto do Exterior (IDE) ao longo de 2025, revela hoje o Banco de Portugal. O stock de Investimento Direto do Exterior (IDE) já representa 70% do PIB nacional, com a Grande Lisboa e o setor imobiliário a liderarem as preferências dos investidores internacionais.
Embora o valor represente um abrandamento face aos 13,1 mil milhões registados em 2024, o stock total acumulado atingiu os 213,7 mil milhões de euros, consolidando o peso do capital estrangeiro na economia nacional, acrescenta o banco central.
De acordo com os dados publicados pelo BPstat, o investimento em capital de entidades portuguesas foi o grande motor, somando 11,9 mil milhões de euros. Deste montante, o setor imobiliário garantiu uma fatia expressiva de 3,9 mil milhões de euros. Em contraste, o investimento em instrumentos de dívida registou um saldo negativo de 3,4 mil milhões de euros, fenómeno que o Banco de Portugal atribui a processos de reorganização interna de grandes grupos económicos.
Em 2025, o investimento direto de Portugal no exterior foi de 6,7 mil milhões de euros. O que compara com 7,6 mil milhões de euros em 2024. “Este valor é explicado pelo investimento realizado no capital de entidades não residentes, que ascendeu a 4,2 mil milhões de euros, e pelo investimento de 2,5 mil milhões de euros em instrumentos de dívida”, diz o Banco de Portugal que acrescenta que numa perspetiva de contraparte imediata, destacou-se o investimento realizado em países europeus (5,8 mil milhões de euros), em particular, nos Países Baixos (2,3 mil milhões de euros), em Espanha (1,7 mil milhões de euros) e em França (0,6 mil milhões de euros)”.
Quem mais investe em Portugal?
A Europa mantém-se como o principal parceiro, sendo responsável por 5,8 mil milhões de euros do fluxo anual. No topo da lista de investidores diretos surgem o Luxemburgo, responsável por 1,1 mil milhões; o Reino Unido que responde por 900 milhões; e a Alemanha que é responsável por 800 milhões de euros.
No entanto, a análise do “investidor final” revela que países como os EUA e a França utilizam frequentemente intermediários (como os Países Baixos) para canalizar capital para o mercado português. Foi também identificado o fenómeno de round tripping, onde capital português regressa ao país através de veículos estrangeiros.
Regionalmente, a Grande Lisboa continua a ser o principal polo de atração, concentrando 113,2 mil milhões de euros do stock total. Seguem-se o Norte (37,2 mil milhões) e o Algarve (21,7 mil milhões ), formando um eixo que representa mais de 80% do IDE no país.
Em termos de rendibilidade, o IDE gerou pagamentos de rendimentos ao exterior na ordem dos 13,4 mil milhões de euros, um aumento de 1,4 mil milhões face ao ano anterior, refletindo o retorno obtido pelos investidores internacionais em Portugal.
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