Investimento imobiliário em Portugal registou quebra de 70% no primeiro semestre

Dos 530 milhões investidos durante a primeira metade do ano, 40% destinaram-se ao segmento de escritórios (210 milhões de euros), 31% para imóveis residenciais de arrendamento (165 milhões de euros) e 14% para retalho (75 milhões de euros).

O investimento imobiliário em Portugal registou uma quebra de 70% no primeiro semestre de 2021 em relação ao período homólogo do ano anterior, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, 19 de julho, pela consultora CBRE.

Esta percentagem corresponde a um investimento de 530 milhões de euros em imobiliário de rendimento provocada pela pandemia de Covid-19, o que representou uma redução da atividade só comparável com 2014 e os anos anteriores à crise económica e financeira.

Por outro lado, no segundo trimestre verificou-se um volume de investimento de 330 milhões de euros, o que significou um crescimento de 65% face ao trimestre anterior.

Dos 530 milhões investidos durante a primeira metade do ano, 40% destinaram-se ao segmento de escritórios (210 milhões de euros), 31% para imóveis residenciais de arrendamento (165 milhões de euros) e 14% para retalho (75 milhões de euros).

A consultora acredita que a segunda metade de 20211 será mais dinâmica, em função dos negócios em curso, cujos mais relevantes em termos de valor envolvem as classes de ativos associadas a camas, como hotéis, habitação e até mesmo algumas unidades de saúde, existindo ainda diversos edifícios de escritórios em negociação.

Deste modo, a CBRE estima que o volume de investimento adicional possa alcançar os 2,2 mil milhões de euros, onde está incluída uma transação que representa cerca de mil milhões de euros, mas que devido à sua dimensão e complexidade poderá derrapar para 2022 e assim impactar os resultados deste ano.

A consultora aponta para um intervalo de volume total de investimento em 2021 entre os 1,7 mil milhões e os 2,7 mil milhões de euros.

Francisco Horta e Costa, Diretor-Geral da CBRE Portugal, refere que “apesar do volume de investimento no primeiro semestre apresentar uma redução face ao período homólogo, é com grande satisfação que comunicamos a nossa liderança de mercado. Esta liderança vem evidenciar que em períodos marcados por alguma incerteza e retração, os clientes continuam a confiar na capacidade de aconselhamento da CBRE”.

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