Investimento imobiliário: Portugal a caminho do segundo melhor ano de sempre

O investimento imobiliário atingiu os 3,5 mil milhões de euros em 2018, o melhor ano de sempre. O valor deverá atingir os três mil milhões este ano, segundo as previsões da CBRE.

O investimento imobiliário poderá atingir os três mil milhões de euros este ano, de acordo com as projeções apontadas pela CBRE. A consultora imobiliária acredita que o investimento no setor pode vir a acelerar no segundo trimestre do ano.

Em Portugal, nunca se venderam tantas casas como em 2018, revelou o INE esta semana. O número de habitações vendidas em 2018 disparou 16,6% para um total de 178.691 habitações no ano passado, o registo mais elevado da série histórica do INE. Do total, 85% das transações dizem respeito a casas já existentes.

Francisco Horta e Costa, diretor geral da CBRE refere que “o nível de investimento em 2018 rondou os 3,5 mil milhões de euros, sendo pouco provável que em 2019 se atinja novamente este recorde”. O responsável da consultora sublinha contudo, que as projeções da entidade são hoje mais altas do que as divulgadas no início do ano, apontando para o volume de investimento entre os 2,5 e os três mil milhões de euros. “Se estas previsões se concretizarem, será o segundo ano de maior investimento imobiliário em Portugal e o quarto em que os valores superam os dois mil milhões de euros”.

O setor hoteleiro foi pela primeira vez aquele que adquiriu a maior parte do capital (39%), devido à abertura dos investidores a setores menos tradicionais e com maior risco operacional, bem como pelos fortes indicadores de um segmento muito ativo, espelhado nomeadamente no número de passageiros desembarcados nos aeroportos nacionais que continua a evidenciar uma taxa de crescimento muito positiva (7,1%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) entre janeiro e maio), assim como o RevPAR, um dos principais indicadores de desempenho do setor hoteleiro, com um aumento de 1,8%.

A área do comércio alcançou 29% do total investido em imobiliário de rendimento no período analisado e os escritórios registaram  uma quota de 23%. Ainda no segmento de escritórios foram celebrados contratos que perfizeram uma ocupação de 100 mil metros quadrados em Lisboa, 16% acima do período homólogo. O Porto reuniu no primeiro semestre cerca de 74 mil metros quadrados, prevendo-se que esta área ultrapasse o valor recorde de 82 mil metros quadrados verificado em 2018.

Cristina Arouca, Diretora de Research da CBRE, realça que ““em Lisboa, o problema da falta de espaços de escritórios está longe de ser solucionado e tenderá a agravar-se nos próximos dois anos, sendo que atualmente a taxa de disponibilidade de mercado é inferior a 6% e a mais baixa de sempre”.

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