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Investimento na TAP só faz sentido se “criar valor” para acionistas da British/Iberia

IAG considera que investimento na companhia portuguesa é uma “oportunidade interessante”. A companhia anunciou hoje lucros operacionais acima de 5 mil milhões de euros, acima do esperado pelos analistas, uma subida de 13% face a período homólogo.
27 Fevereiro 2026, 11h23

A dona da British Airways/Iberia disse hoje que a TAP é uma “oportunidade interessante”, mas que a sua proposta vai depender do valor que criar para os seus acionistas.

“Estamos atualmente a participar no processo da privatização parcial da TAP pelo Governo português, pensamos que é uma oportunidade estratégica interessante para o grupo, mas vai ter que ser em termos que criem valor para os acionistas da IAG”, segundo a empresa que não avançou com mais detalhes.

A companhia anunciou hoje lucros operacionais acima de 5 mil milhões de euros, acima do esperado pelos analistas, uma subida de 13% face a período homólogo.

Nos próximos 12 meses, vai pagar 1,5 mil milhões de dividendos aos acionistas, incluindo um programa de recompra de ações.

O disparo nos lucros acontece à boleia dos preços mais baixos do combustível e da forte procura nas rotas transatlânticas e nos lugares premium.

A tendência alastra-se a outras companhias aéreas europeias que têm sido impulsionadas devido ao aumento da procura por voos premium no Atlântico Norte.

Já as receitas subiram 3,5% para mais de 33 mil milhões de euros.

Apesar do crescimento no premium, tem havido retração de procura por parte de passageiros mais sensíveis aos preços numa altura de tensões políticas entre os EUA e a Europa.

A companhia conta com uma quota de mercado de 49% no Atlântico Norte, com 136 voos diários par 34 cidades. Para o médio prazo, é esperado um crescimento de um dígito, dado tratar-se de um mercado maduro, mas também com o aumento da concorrência por parte das companhias norte-americanas que abrem cada vez mais rotas para a Europa.

No Atlântico Sul, a IAG destaca que domina o mercado, com 54 voos diários para a América Latina. “O Atlântico Sul está a ver um crescimento estrutural mais elevado e deverá crescer” a cerca de 5% no médio prazo.


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