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Irão ameaça com petróleo a 200 dólares, mundo responde com 400 milhões de barris

O Irão atacou três navios no Golfo Pérsico e mostrou que tem capacidade de retaliação apesar dos EUA e de Israel terem lançado dos ataques mais intensos da guerra.
West Asia News Agency
11 Março 2026, 16h17

A Agência Internacional de Energia (IEA) aprovou hoje uma injeção recorde de reservas de petróleo nos mercados para tentar conter os preços.

Um total de 400 milhões de barris serão injetados no mercado, segundo a IEA, isto no mesmo dia em que o Irão ameaça com petróleo a 200 dólares por barril.

A IEA co-coordena as reservas de emergência dos países da OCDE, que contam com mais de 1,2 mil milhões de barris em reservas de emergência, com os EUA a deter a maior fatia.

Além disto, existem mais de 600 milhões de barris detidos por estes países.

O comando militar iraniano avisou hoje que o mundo deve estar preparado para petróleo a 200 dólares por barril, no mesmo dia em que três navios foram atacados por cruzarem o Golfo Pérsico.

“Preparem-se para o petróleo a 200 dólares por barril, porque o preço depende da segurança regional que desestabilizaram”, disse hoje o porta-voz do comando militar iraniano Ebrahim Zolfaqari dirigindo-se aos EUA.

Os ataques do Irão e de Israel realizados recentemente foram dos mais intensos desta guerra, segundo o ministério da Defesa dos EUA. Mas o Irão está a demonstrar que tem capacidade de retaliação e de controlar o estreito de Ormuz, onde era escoado 20% do petróleo mundial.

O Irão retaliou hoje e lançou ataques a Israel e a muitos alvos no Médio Oriente.

O barril de petróleo está hoje a subir 6% para 93 dólares, acelerando os ganhos depois de ter estado a ganhar 2% esta manhã.

Ao 12º dia de guerra, os EUA e Israel voltaram a bombardear o Irão.

Mas a Guarda Revolucionária do Irão voltou a avisar que está preparada para bloquear petroleiros no vital estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petróleo e do gás consumidos em todo o mundo.

Os EUA anunciaram que eliminaram 16 navios iranianos que colocam minas no estreito.

No Irão, mais de 1.300 civis foram mortos pelos bombardeamentos dos EUA e de Israel, segundo o embaixador do país nas Nações Unidas, Amir Saied Iravani, com quase 8 mil casas destruídas, dezenas de infraestruturas médicas, de educação e energéticas, e 1.600 centros de serviço e de comércio, segundo a “Reuters”.

Em Israel, os ataques mataram 11 pessoas, com 7 soldados dos EUA mortos e 140 feridos.

Por parte da Casa Branca, ficou o aviso esta semana de que a guerra não vai terminar até “o inimigo estar totalmente e decisivamente derrotado”, segundo o ministro da Defesa Pete Hegseth, garantindo que só termina quando Trump decidir.

Na segunda-feira, Donald Trump disse ao mundo que a guerra “está praticamente concluída”.

O presidente também afirmou que a Marinha dos EUA está preparada para “escoltar petroleiros pelo estreito, se for necessário. Espero que não seja, mas se for, vamos escoltá-los”, afirmou.

A maior exportadora mundial de petróleo avisou na terça-feira para as “consequências catastróficas” do encerramento do estreito de Ormuz, segundo a petrolífera estatal saudita Saudi Aramco.

“Vão existir consequências catastróficas para os mercados globais de petróleo, e quanto mais durar a disrupção, mas drásticas serão as consequências para a economia global”, segundo o presidente da Aramco, Amin Nasser citado pela “CNN”.

A Guarda Revolucionária do Irão voltou a avisar que irá bloquear o tráfego de petroleiros no estreito de Ormuz a não ser que os bombardeamentos parem.

Depois de Teerão ter nomeado o filho de Ali Khamenei como novo Líder Supremo do país, o regime continua a adotar um tom desafiante para com os EUA.

“Certamentos, não estamos a ver um cessar-fogo; acreditamos que o agressor deve ser atingido na boca para que aprenda a lição e nunca mais pense em atacar o querido Irão”, segundo o porta-voz parlamentar Mohammad Baqer Qalibaf.

Já a Guarda Revolucionária avisou que não vai permitir que um “único litro” de petróleo do Médio Oriente chegue aos EUA e aos seus aliados enquanto os ataques continuarem. “Somos quem vai determinar o fim da guerra”, segundo o porta-voz.

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