Irão enerva Wall Street

Foi um final de semana tremido para a bolsa nova-iorquina com os três principais índices a fechar no vermelho.

Reuters

A bolsa de Nova Iorque fechou a semana em território negativo com os três principais índices em queda, refletindo o nervosismo dos investidores com os novos sinais de tensão entre o Irão e os Estados Unidos. Desta vez, o facto que fez derrubar as bolsas internacionais, a que a norte-americana não escapou, foi o confisco de dois petroleiros, um deles britânico, executado pelo regime de Teerão.

O S&P500 caiu 0,62% para 2.976,67 pontos enquanto que o Nasdaq deslizou 0,88% para 7.834,90 à data do encerramento da sessão em Wall Street. A acompanhar a queda, surge o Dow Jones Industrial Average que desvalorizou 0,25% para 27.154,20 pontos.

Apesar da Microsoft ter apresentado resultados positivos, batendo o recorde de volume de negócios no segundo trimestre deste ano, a cotação não refletiu integralmente um clima que poderia ter sido de eurofia, fechando com um ligeiro ganho de 0,15%. A Boieng foi o título com maior destaque com uma valorização de 4,48%, havendo apenas mais seis empresas a contrariar a tendência geral do mercado.

Nas quedas, a American Express foi a empresa que mais pressionou a bolsa com um trambolhão que atingiu quase os 2,8%. A seguradora americana com maior capitalização bolsista, The Travelers (-1,64%) e um dos maiores grupos de cuidados de saúde, a UnitedHealth (-1,58%),  seguiram o exemplo da gigante de crédito, contribuindo para um dia que assim inverteu o ambiente otimista gerado na véspera com a expetativa de novos cortes nos juros da Reserva Federal.

No índice tecnológico Nasdaq, fecharam 19 títulos no verde, com destaque para a empresa que presta serviços de transporte JB Hunt que saltou 4,55% num só dia. A companhia de semicondutores Micron (1,90%) e a Tesla (1,83%) fecharam o top três do índice. Em sentido contrário, a MercadoLibre, empresa argentina cotada em Nova Iorque, a biofarmacêutica Gilead Science e a empresa de segurança cibernética Symantec foram quem mais contribuiu para a quedo do Nasdaq, sofrendo quedas superiores a 3%.

Já no S&P500, os títulos tiveram um dia muito assimétrico havendo cotações que fecharam com valorizações acima dos 5% (a State Street e a Citizens Financial Group) e outras cinco cotadas com quedas superiores a 3%.

No computo geral, este índice acabou por desvalorizar abaixo de 1%, não aguentando assim a abertura promissora que registou nas primeiras horas de funcionamento do mercado americano.

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