Israel: Netanyahu afirma que “não vamos deixar o Irão ter armas nucleares”

Não podia ser dito de forma mais clara: Israel vai continuar a boicotar por todos os meios qualquer tentativa de construção de armas nucleares por parte do Irão. Secretário da Defesa dos Estados Unidos leva esse ‘recado’ para a Casa Branca.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, recebe o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, em Jerusalém, a quem disse que “a parceria de defesa entre os dois países tem-se expandido continuamente ao longo de sucessivas administrações e a nossa cooperação é crucial para lidar com as muitas ameaças que enfrentam os Estados Unidos e Israel”.

“No Oriente Médio, não há ameaça mais perigosa, séria e urgente do que a do regime fanático do Irão”, disse Netanyahu, citando a procura de armamento nuclear por parte do regime de Teerão. Nesse quadro, Netanyahu não podia ser mais claro: “ambos concordamos que o Irão nunca deve possuir armas nucleares. A minha política como primeiro-ministro de Israel é clara – nunca permitirei que o Irão obtenha a capacidade nuclear para cumprir o seu objetivo genocida de eliminar Israel. E Israel continuará a defender-se contra a agressão e o terrorismo do Irão”.

Estas declarações estão enquadradas pela visita do secretário de Defesa norte-americano, mas também pelo ataque às instalações industriais nucleares iranianas de Natanz, que Teerã atribuiu a Israel – coisa de que a comunidade internacional com certeza não duvidará.

A Organização de Energia Atómica do Irão disse entretanto que a sua unidade de Natanz foi atingida por uma “pequena explosão” no domingo passado, considerado por Teerão um ato de “sabotagem” perpetrado por Israel. “O incidente ocorreu no centro de distribuição de energia elétrica. Houve uma pequena explosão, mas os danos podem ser reparados rapidamente”, afirmou um porta-voz oficial do governo iraniano.

Entretanto, a administração norte-americana deixou saber que os Estados Unidos não desempenharam qualquer papel no incidente de Natanz. Ao mesmo tempo, a Rússia disse esperar que o incidente de Natanz não prejudique as negociações nucleares que estão a ter lugar em Viena, Áustria, e que juntam à mesma mesa representantes do Irão, França, Alemanha, Reino Unido, China e Rússia.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia disse em comunicado que está a acompanhar de perto a situação em torno do “grave incidente”, que espera “não prejudique as consultas que estão a ganhar impulso” – e que são realizadas com o intuito de fazer regressar os Estados Unidos ao perímetro do acordo de 2015.

Tal como já havia sucedido depois do seu encontro com Benjamin Gantz, ministro da Defesa israelita, o secretário norte-americano, Lloyd Austin, voltou a não falar explicitamente no Irão. Na mesma conferência de imprensa em que falou Netanyahu, Austin afirmou que decidiu visitar Israel para “expressar o nosso desejo em manter consultas sérias com Israel, à medida que abordamos desafios comuns na região”. Para a administração Biden, disse, a segurança de Israel e a sua vantagem militar qualitativa na região, são fundamentais.

“Discutimos formas de aprofundar o nosso relacionamento de defesa de longa data em face das ameaças regionais e outros desafios de segurança e eu afirmo o apoio do Departamento de Defesa] aos esforços diplomáticos em curso para normalizar as relações entre Israel e as nações árabes e de maioria muçulmana”, disse, ainda, deixando claro que Biden considera eficaz o chamado Acordo de Abraão – lançado pelo seu antecessor e que pretende levar países muçulmanos a normalizar as relações com Israel. Até ao momento, os acordos foram assinados entre Israel e o Emirados Árabes Unidos, o Bahrein, o Sudão, Marrocos e o Kosovo.

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