Jerónimo de Sousa defende que Portugal podia ter ido mais longe nos apoios

O líder apontou que “os impactos nas empresas são muito diferenciados entre os sectores de atividades”, destacando a arte e cultura, bem como o alojamento e a restauração como sectores em que a quebra se verificou acentuada e que continua a acentuar-se em 2021.

Jerónimo de Sousa, durante o comício de encerramento da 44ª edição da Festa do Avante, que decorreu na Quinta da Atalaia, Amora, Seixal | António Cotrim/Lusa

O líder do PCP defendeu esta segunda-feira, durante as jornadas parlamentares que acontecem esta semana, que “Portugal poderia ter ido mais longe nos apoios sociais” e também nos apoios aos sectores afetados fortemente pela pandemia.

Jerónimo de Sousa relembrou que existem micro e pequenos empresários que enfrentam “situações difíceis nas suas vidas”, e que “a situação que se vive no plano económico-sanitário não atinge todos por igual”.

O líder apontou que “os impactos nas empresas são muito diferenciados entre os sectores de atividades”, destacando a arte e cultura, bem como o alojamento e a restauração como sectores em que a quebra se verificou acentuada e que continua a acentuar-se em 2021.

Abordando também a resposta à pandemia por parte do Governo socialista, Jerónimo de Sousa realçou que esta “podia ter sido mais eficaz”, tendo-se verificado uma “ausência de conjunto de medidas determinantes”.

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