Jerónimo Martins e NOS puxam pelo PSI-20

Ainda assim, foi a Ibersol que liderou os ganhos, com um disparo de 16,05%, para 6,94 euros.

A bolsa portuguesa encerrou a sessão desta sexta-feira – 22 de maio – em terreno positivo, acompanhando o sentimento das praças de Madrid, Milão, Frankfurt e Amesterdão. O índice PSI-20 fechou a semana com uma subida de 0,62%, para 4.241,25 pontos, destacando-se as valorizações da NOS (+2,30%, para 3,37 euros), da Jerónimo Martins (+2,31%, para 15,29 euros) ou da Sonae Capital (+3,46%, para 0,48 euros).

Ainda assim, foi a Ibersol que liderou os ganhos, com um disparo de 16,05%, para 6,94 euros. Os analistas do BPI dizem que uma das cotadas que mais tem intrigado os investidores. “Desde os mínimos do dia 12 de maio até aos máximos de ontem, a ação recuperou 63%, sendo que os maiores ganhos foram acumulados nas últimas duas sessões. Adicionalmente, a média do volume negociado dos últimos dois dias é três vezes superior ao volume médio diário registado este ano”, explicam, em research.

Os títulos da Galp Energia, que estiveram a cair devido à descida dos preços do petróleo, acabaram por encerrar as negociações com uma ligeira subida de 0,10%, para 10,45 euros.

Os investidores aguardam o pronunciamento da agência de notação financeira norte-americana Fitch sobre a dívida soberana portuguesa. “Mesmo que hoje seja um dia de correção, tal não significa que a tendência estrutural das bolsas tenha mudado. Mantém-se bastante construtiva”, referem os analistas do Bankinter, numa nota de mercado.

A maioria das outras bolsas do ‘Velho Continente’ recuperou ao longo do dia. O índice alemão DAX subiu 0,05%, o holandês AEX ganhou 0,30%, o espanhol IBEX 35 somou 0,10% e o italiano FTSE MIB ganhou 1,28%. Já o britânico FTSE 100 caiu 0,38% e o francês CAC 40 deslizou 0,02%.

Em relação ao mercado petrolífero, o WTI, produzido no Texas, está a cair 3,51%, para 32,74 dólares por barril, enquanto a cotação do barril de Brent está a descer 3,85% para 34,67 dólares. Quanto ao mercado cambial, o euro deprecia 0,50% face ao dólar (1,0894) e a libra esterlina “desvaloriza” 0,37% perante a divisa dos Estados Unidos (1,2176).

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