O resultado líquido do grupo Jerónimo Martins atingiu 484 milhões de euros no final dos primeiros nove meses do ano, 10% acima de igual período do ano anterior. As vendas crescem 7,1% e totalizam 26,5 mil milhões de euros (mais 6,6%, a taxas de câmbio constantes), segundo informação enviada ao regulador do mercado. O EBITDA subiu 10,9% para 1,8 mil milhões (mais 9,9% a taxas de câmbio constantes), com a respetiva margem a fixar-se nos 6,8% (6,6% nos nove meses de 2024).
O relatório enviado à CMVM diz ainda que o cash-flow no período em referência cifrou-se em 128 milhões de euros, e a dívida líquida ficou nos 3,6 mil milhões. “Excluindo a IFRS16, o Grupo apresenta uma posição líquida de caixa de 467 milhões de euros no final de setembro”.
O documento diz que “ao longo destes primeiros nove meses do ano, nos diferentes países em que operamos, os ambientes de consumo mantiveram-se relativamente cautelosos e muito orientados a preços baixos e promoções. Uma vez mais, a solidez e
consistência das propostas de valor das nossas insígnias e a sua determinação em assegurar a liderança de preço permitiram manter a preferência dos consumidores e apresentar um forte desempenho de vendas”.
O foco reforçado na disciplina de custos, na eficiência e na produtividade, combinado com o crescimento das vendas, “contribuiu para proteger as margens face à inflação nos custos – nomeadamente nos salários – e à intensa pressão competitiva”.
O programa de investimento, “que constitui a nossa primeira prioridade na alocação de capital”, avançou em linha com o planeado e cifrou-se em 816 milhões de euros nos nove meses.
Pedro Soares dos Santos afirmou, citado pelo comunicado, que “a continuada incerteza geopolítica global tem afetado a confiança e o comportamento dos consumidores, aumentando a sua orientação para oportunidades de poupança. Neste contexto, as nossas insígnias reforçaram o compromisso com a liderança de preço, trabalhando, com determinação e resultados assinaláveis, ao nível da produtividade e da eficiência, protegendo a rentabilidade”.
“Apesar da intensidade dos contextos concorrenciais que enfrentam e da pressão crescente sobre a estrutura de custos, as nossas insígnias cresceram vendas e resultados, tendo, no seu conjunto, concretizado, nos nove meses, 274 aberturas de loja e 170 remodelações”.
Na Polónia, a Biedronka registou um crescimento das vendas, em moeda local, de 5,8%, com um LFL de 1,8%, e a um reforço da quota de mercado. Em euros, as vendas atingiram 18,8 mil milhões, mais 7,4% do que nos primeiros nove meses de 2024. O EBITDA aumentou 10% (+8,3% em moeda local), com a respetiva margem a atingir 7,9% (7,7% nos 9M 24). A execução dos programas de expansão e de remodelação de lojas levou à inauguração de 111 lojas no período (99 adições líquidas) e à remodelação de 110 localizações.
A Hebe, a operar num mercado que regista uma crescente concorrência de preços, aumentou as suas vendas em 5,3% (em moeda local), com o LFL a fixar-se em -0,1%, pressionado pelo contexto e pela elevada deflação no cabaz. Em euros, as vendas atingiram 451 milhões, 6,9% acima do homólogo de 2024. O EBITDA cresceu 7,2% (+5,6% em moeda local), com a respetiva margem a cifrar-se em 8,4% (8,3% nos 9M 24). A Hebe abriu 13 lojas no mercado polaco e duas na República Checa, terminando o período com um total de 386 lojas na Polónia, cinco na República Checa e duas na Eslováquia.
Em Portugal, o Pingo Doce manteve uma dinâmica promocional intensa e avançou com o seu plano de remodelações como planeado. As vendas cresceram 5,4% com um forte LFL de 4,1% (excluindo combustível), tendo atingido os 3,9 mil milhões de euros. No terceiro trimestre, as vendas aumentaram 5%, com uma contribuição do LFL de 4,4% (excluindo combustível), para 1,4 mil milhões de euros. Nos primeiros nove meses do ano, o Pingo Doce inaugurou cinco lojas e remodelou 38 localizações.
O Recheio atingiu vendas de mil milhões de euros, 2,6% acima dos primeiros nove meses do ano anterior, com um LFL de 2,4%. O EBITDA da Distribuição Portugal foi de 287 milhões de euros, 6,8% acima do mesmo período do ano anterior, com a margem a atingir 5,8% (5,7% nos 9M 24).
Na Colômbia, a Ara “manteve uma elevada dinâmica comercial, desenhando a sua estratégia promocional de forma a criar oportunidades de poupança relevantes para as famílias colombianas”.As vendas cresceram, em moeda local, 16,9%, incluindo um LFL de 5,6%. Em euros, as vendas somaram 2,3 mil milhões, 9,6% acima do conseguido no homólogo de 2024. A insígnia inaugurou 135 novas lojas (129 adições líquidas), incluindo a integração, ao longo dos primeiros sete meses de 2025, das 70 lojas anteriormente operadas pela Colsubsidio.
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