João Leão: “A recuperação está em andamento”

Na abertura da discussão do “Programa de Estabilidade”, o ministro das Finanças salientou que “alguns indicadores mais recentes já mostram uma retoma da atividade económica”.

Manuel de Almeida/Lusa

O ministro das Finanças, João Leão, mostra-se confiante que a recuperação económico já arrancou, com melhorias na atividade económica em abril e progressos em indicadores como as exportações e o recuo do desemprego no mês passado.

“Este mês de abril dá-nos também uma esperança renovada de que podemos estar mais perto da saída do túnel. A recuperação está em andamento”, disse esta quinta-feira, durante o debate no Parlamento sobre o “Programa de Estabilidade 2021-2025”, entregue pelo Governo a 15 de abril.

Na abertura da discussão do “Programa de Estabilidade”, o responsável governativo salientou que “alguns indicadores mais recentes já mostram uma retoma da atividade económica”.

“Hoje mesmo o INE divulgou que o desemprego recuou em março para uma taxa de desemprego de 6,5% e que o emprego aumentou”, exemplificou, relativamente aos dados divulgados pelo organismo de estatística, que revelaram que a taxa de desemprego em março registou uma queda de 0,3 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês anterior e mais 0,2 p.p. do que em igual período do ano passado. Já no que toca à subutilização do trabalho, esta desceu dos 13,8% de fevereiro para 13,3% em março, o que representa ainda um aumento homólogo de 0,6 p.p..

João Leão frisou que “as vendas do comércio, em concreto produtos não alimentares recuperaram para um nível de praticamente há um ano atrás”, sublinhando “progressos também nos indicadores de clima económico em março e abril” e apontando que as exportações aumentaram 6% no primeiro trimestre face ao período homólogo.

O responsável pelas Finanças enalteceu ainda o contributo do processo de vacinação para a evolução económica. “Entrámos na segunda fase de vacinação e prevê-se que imunidade de grupo seja alcançável mais cedo do que o previsto”, sublinhando ainda o impacto dos fundos europeus para as projeções de crescimento económico previsto no “Programa de Estabilidade”.

“Esperemos agora que os fundos cheguem até ao verão. É no forte impulso macroeconómico do PRR que assenta o PE que hoje aqui discutimos”, disse.

O documento prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 4% este ano, mas está mais otimista para o próximo ano, esperando uma expansão de 4,9%, acima dos 3,4%, previstos anteriormente. Revê ainda em ligeira alta a projeção do défice para este ano para 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), acima dos 4,3% do PIB, previstos no Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), projetando um défice de 3,2% do PIB em 2022.

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A classe com maior contributo positivo para a variação mensal do IPC foi a dos ‘transportes’, com uma variação mensal de 0,7% (0,5% no mês anterior e -1,3% em maio de 2020). Em sentido inverso, a classe com maior contributo negativo para a taxa de variação mensal do índice total foi a do ‘lazer, recreação e cultura’, com uma variação mensal de -0,6% (-0,3% em abril e -1,6% em maio de 2020).
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