Johnson & Johnson inicia testes clínicos finais da vacina para o coronavírus

A Janssen, farmacêutica do grupo norte-americano, deu início à fase 3 dos testes clínicos que terão 60 mil voluntários em três continentes, depois de ter registado “resultados provisórios positivos” nas duas primeiras etapas dos estudos laboratoriais.

Damir Sagolj / Reuters

A Janssen, companhia farmacêutica da Johnson & Johnson (J&J), anunciou esta quarta-feira que deu início à terceira e última fase dos testes clínicos para a vacina que está a desenvolver contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

O fármaco que está a ser testado em larga escala pela J&J chama-se “JNJ-78436735” – também conhecido pelo nome (não mais amigável) de “Ad26.COV2.S”, sendo que este estudo clínico segue-se à apresentação de “resultados provisórios positivos” na fase 1 e 2, que demonstraram segurança e imunogenicidade suficientes logo uma única vacinação.

A empresa norte-americana refere que, tendo por base esses resultados e as discussões com o regulador do medicamento dos Estados Unidos (FDA – Food and Drug Administration), o teste ao qual dará início envolve até 60 mil voluntários em três continentes.

A multinacional diz que continua a aumentar capacidade de produção e está no caminho certo para conseguir distribuir mil milhões de doses anuais dessa vacina contra a Covid-19. Os primeiros pacotes deverão estar prontos no início do próximo ano. “A empresa está empenhada em disponibilizar uma vacina acessível ao público, sem fins lucrativos, para utilização de emergência na pandemia”, pode ler-se no comunicado.

Em meados de agosto, a Comissão Europeia concluiu as primeiras negociações com a Johnson & Johnson para comprar uma potencial vacina contra a Covid-19. Em cima da mesa está a possibilidade de um acordo inicial de aquisição de 200 milhões de doses e, posteriormente, mais 200 milhões.

“Valorizamos muito a colaboração e o apoio dos nossos parceiros científicos e autoridades de saúde globais, porque a nossa equipa global de especialistas trabalha incansavelmente no desenvolvimento da vacina e estende a nossa capacidade de produção com o objetivo de entregar uma vacina para autorização de uso de emergência no início de 2021”, referiu Paul Stoffels, diretor científico da Johnson & Johnson, na mesma nota.

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