António José Vilela, jornalista, Diretor Adjunto da revista Sábado e especialista em jornalismo de investigação, é o autor do mais recente livro sobre os casos judiciais mais mediáticos do país, que foi editado pela Casa das Letras.
A obra centra-se no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), conhecido como o “Ticão”, que durante quase duas décadas esteve no centro dos casos judiciais mais mediáticos e sensíveis de Portugal. Aborda as “guerras” entre juízes e procuradores, além de histórias inéditas sobre os processos que envolveram figuras da elite política e económica do país.
É uma viagem ao mundo dos segredos (ou praticamente) de inquéritos como a Operação Marquês, os casos Monte Branco e BES, as PPR rodoviárias, os vistos Gold, o Cartão Vermelho, o Prolongamento, a Altice/Picoas e muitas outras investigações que derrubaram bancos e banqueiros, colocaram na prisão ex-governantes como José Sócrates, penetraram nos negócios obscuros dos clubes de futebol, tiveram um impacto gigantesco até nos media e tornaram público inúmeros esquemas criminosos das elites políticas e financeiras do País.
António José Vilela conta os bastidores das histórias reveladas através de centenas de documentos confidenciais e das fontes com acesso privilegiado às mais sigilosas operações autorizadas pelo Tribunal Central de Instrução Criminal.
Esta é a história nunca contada de um tribunal desmontado politicamente em 2022 e dos mais de 17 anos em que o Tribunal dos Poderosos foi também o tribunal do (super) juiz Carlos Alexandre.
As histórias das guerras entre investigadores e juízes, dos processos disciplinares e acordos de circunstância, das cenas rocambolescas em interrogatórios, das birras e conversas indiscretas até em operações de busca, dos acordos de bastidores e denúncias anónimas que também visaram o juiz Ivo Rosa, das teias de ligações perigosas que juntaram espiões, magistrados, advogados, políticos e jornalistas.
Temas como “cenas da vida de um juiz com medo e fascínio pelo mundo da espionagem”; “a entrevista à RTP que quase destruiu Carlos Alexandre”; a “Procuradoria Europeia e os casos Altice e ‘Xuxas’ no outrora Tribunal dos Poderosos”, são contadas ao longo dos vários capítulos.
António José Vilela é jornalista desde 1992 na TSF, Correio da Manhã, Público, Euronotícias, O Independente e na revista Sábado, tendo nesta última exercido as funções de grande repórter e diretor adjunto. Colabora desde 2025 como comentador e jornalista de investigação na TVI/CNN Portugal.
Escreveu centenas de artigos de investigação e venceu dois prémios nacionais de jornalismo: Prémio Reportagem Segurança Rodoviária (1999) e Prémio Reportagem Orlando Gonçalves (2004).
É o autor dos seguintes livros: Viver e Morrer em Nome das FP-25 de Abril (2005); Segredos e Corrupção, O Negócio das Armas em Portugal (2009); Salazar e a Conspiração do Opus Dei (2011); Segredos da Maçonaria Portuguesa (2013); Os Códigos e as Operação dos Espiões Portugueses (2015); Apanhados, As Investigações Judiciais às Fortunas Escondidas dos Ricos e Poderosos (2017); e A Teia do Banif -Dos Negócios da Elite Angolana à Lava Jato (2023).
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