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José Luís Carneiro: “O PS voltou como grande partido de alternativa política ao Governo”

Líder socialista releva que resultados deste domingo mostram que o PS não está numa perda definitiva de representatividade na sociedade portuguesa. Ainda que, como disse, os socialistas devam ficar 130 câmaras e a AD 134.
13 Outubro 2025, 00h08

“O PS voltou. O PS voltou com grande partido de alternativa política ao Governo”. A frase é de José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, no discurso da noite eleitoral deste domingo. Os resultados destas autárquicas, afirmou o líder socialista, provam que estavam enganados aqueles que diziam que o partido está numa perda definitiva de representatividade na sociedade portuguesa. “PS mostrou vitalidade” e “os portugueses voltaram a confiar no PS”, disse.

Agradecendo a confiança, José Luís Carneiro destacou a presença do PS em todo o território, de Norte a Sul, do interior ao litoral, nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira. “E é com alegria que afirmamos que foi com muita satisfação conseguirmos conquistar o eleitorado urbano e ao conseguirmos conquistar cinco capitais de distrito. Estamos hoje com o mesmo número de capitais de distrito que a AD”.

Para o líder socialista, esse resultado é “um sinal inequívoco” que o PS “entrou no eleitorado mais exigente”, um eleitorado que “espera respostas ainda mais claras em relação às suas necessidade fundamentais: habitação, saúde, mobilidade, transportes públicos, cultura, ciência e conhecimento”.

E é para essas pessoas que José Luís Carneiro deixa uma mensagem. “Ouvi particularmente os que tinham entre 30 e 50 anos de idade, que me transmitiam que vivem situações muito difíceis” e que estão, não só preocupados com os filhos, mas preocupados com os pais, para os quais não têm recursos suficientes. “É para esses e para essas para quem queremos continuar a trabalhar”, prometeu.

Numa altura em que os resultados ainda não estão fechados, José Luís Carneiro disse que o PS deverá conquistar 130 autarquias e a AD irá alcançar 134 – o que, a confirmar-se, fará com que o PS deixe de liderar a Associação Nacional de Munícipios Portugueses.

“Não deixo de destacar que o Algarve, onde havia profundas preocupações com o crescimento da extrema-direita, o PS tenha fechado a região com 11 câmaras, o PSD com duas, o Chega com uma; a CDU com uma e os independentes com uma. Ou seja, uma vitória hegemónica do PS no Algarve”, destacou, por outro lado o líder socialista naquele que foi o seu primeiro desafio eleitoral desde que assumiu a liderança do PS, depois da saída de Pedro Nuno Santos.

José Luís Carneiro garantiu aos portugueses que “podem confiar nos autarcas que acabaram de eleger”. “Não deixarão de desenvolver uma cultura democrática de prestação de contas, de transparência e de serviço às comunidades locais. Sem os autarcas não é possível garantir respostas às necessidades básicas e fundamentais dos portugueses”.

Questionado pelos jornalistas, o secretário-geral do PS admitiu: “É verdade que não alcançamos todos os objetivos que tínhamos, mas alcançamos outros que estavam longe de imaginar”. “Há três meses”, disse, “era difícil imaginar que estaríamos a bater-nos para ganhar a Câmara de Lisboa ou a Câmara do Porto. E era para muitos impensável podermos alcançar vitórias em capitais de distrito como Viseu e Bragança”.

O líder socialista prefere olhar para o copo meio cheio. “Foi por escassos 1700 votos que não conseguimos a maioria na câmara de Porto. E terão sido por cerca de 300 votos que não conquistamos Braga. E recordo que em Aveiro tivemos também muito próximo da vitória”, assinala, repetindo a ideia: “Aqueles que vaticinavam uma erosão do PS, há três meses havia quem afirmasse que o PS ia perder 79 câmaras, o que é certo é que hoje (…), mesmo estando em oposição no país, está taco a taco com o Governo em número de câmaras, está taco a taco no Porto e na Braga e disputou a câmara de Lisboa. É extraordinário”.


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