Juventude Popular promete estar “completamente solta e completamente livre” no congresso do CDS-PP

Francisco Camacho prometeu que a organização que lidera estará “unida na sua diversidade e pluralidade” no congresso de Lamego em que Francisco Rodrigues dos Santos e Nuno Melo vão disputar a presidência do CDS-PP.

Francisco Camacho

O presidente da Juventude Popular, Francisco Camacho, garantiu que os delegados da Juventude Popular no congresso do CDS-PP estarão “completamente soltos e completamente livres” na disputa entre Francisco Rodrigues dos Santos e Nuno Melo. O atual líder do partido e o seu único eurodeputado deverão ser os únicos candidatos à presidência no congresso que se irá realizar em Lamego nos dias 27 e 28 de novembro.

Num discurso na sessão de encerramento da Escola de Quadros da Juventude Popular, que decorreu durante o fim-de-semana em Portimão, Francisco Camacho garantiu que os centristas poderão contar consigo para “manter a Juventude Popular unida na sua diversidade e pluralidade”. E confirmou a indicação, avançada ao Jornal Económico, de que a organização apresentará uma moção de estratégia global que reflita as suas preocupações e prioridades para o futuro do país e do partido.

Cai assim por terra a ideia de que Francisco Rodrigues dos Santos pode contar na disputa com Nuno Melo com um apoio inequívoco da Juventude Popular, de que era presidente em janeiro de 2020, quando sucedeu a Assunção Cristas, derrotando João Pinho de Almeida no congresso de Aveiro. O seu mandato à frente da organização juvenil dos centristas acabaria por ser terminado por Francisco Maia, com Francisco Camacho a ser eleito a 7 de março deste ano.

Camacho criticou no seu discurso um governo socialista que, nas suas palavras, “condiciona o que comemos, condiciona o onde e o que estudamos, condiciona onde podemos viver e formar família, condiciona a cultura e as tradições, condiciona até a forma como podemos ver futebol, como demonstra o Cartão do Adepto”. E avançou com algumas propostas que a Juventude Popular apresentará ao presidente do partido prioridades “para relançar a economia, devolver liberdade de escolha aos jovens e às suas famílias, no contexto de crise demográfica, nomeadamente na habitação, com o Banco Português de Fomento ao serviço das novas gerações, e com a prioridade de combater a crise energética e o ecopopulismo suportado pelos mais pobres”.

 

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