O Boletim de Segurança da Kaspersky, referente ao primeiro semestre de 2025, revela que mais de dois milhões de ameaças online foram registadas em dispositivos de utilizadores portugueses, com 19,4% deles a enfrentar ciberameaças oriundas da web.
Portugal ocupa atualmente o 41.º lugar no ranking global de exposição a estas ameaças.
Os dados são baseados na Kaspersky Security Network (KSN), que analisa informações de cibersegurança em tempo real através de milhões de utilizadores de produtos Kaspersky.
O relatório destaca que os ataques através de browsers, especialmente por meio da técnica de drive-by download, são a principal forma de propagação de malware em Portugal. O malware sem ficheiros, que utiliza técnicas furtivas para evitar deteções, é um dos tipos mais preocupantes.
A Kaspersky enfatiza a necessidade de soluções de segurança modernas que utilizem deteções baseadas em comportamento e machine learning para enfrentar esses desafios. “Estas ameaças invisíveis representam um desafio crescente para a cibersegurança”, alertam os especialistas da empresa.
Além das ameaças online, os ataques físicos, como os que utilizam dispositivos USB, continuam a ser uma preocupação, com mais de 3,2 milhões de incidentes locais detetados. Portugal também gerou cerca de 0,10% das ameaças online a nível mundial, colocando o país na 38.ª posição global como origem de ciberameaças.
O relatório da Kaspersky sublinha a vulnerabilidade persistente de Portugal a ciberameaças sofisticadas e a importância de soluções de segurança integradas para mitigar os riscos.
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