KIPT – Knowledge to Innovate Professions in Tourism, organização sem fins lucrativos presidida por Antónia Correia, criou um simulador de carreiras para o setor do turismo, alojamento e restauração.
A ferramenta pioneira em Portugal destina-se a apoiar trabalhadores, empresas e entidades no planeamento de carreiras com base em evidência técnica e 14 anos de recolha de dados. Está disponível online.
No lançamento esta segunda-feira, 19, no Hotel Pestana em Lisboa, na presença do secretário de Estado do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, foi igualmente apresentado o estudo Carreiras Profissionais: Dinâmicas de Planeamento que tem por base 14 anos de dados administrativos dos quadros de pessoal das empresas.
As conclusões revelam que a progressão profissional no setor do turismo, alojamento e restauração depende mais da dimensão e robustez financeira das empresas do que da estabilidade contratual dos trabalhadores. Da mesma forma, as empresas de maior escala concentram as oportunidades de progressão num setor que representa já 6,5% do emprego nacional.
O estudo também conclui que os trabalhadores integrados em empresas de grande dimensão apresentam probabilidades de progressão que duplicam ao longo do tempo, ultrapassando os 60% ao fim de 15 anos.
Em organizações com volumes de negócios superiores a 500 milhões de euros, três em cada quatro trabalhadores progridem ao longo da carreira, evidenciando o papel central da escala empresarial na mobilidade profissional.
Os dados revelam também que a estabilidade contratual, frequentemente associada à progressão, apresenta efeitos ambíguos: no curto prazo, trabalhadores com contratos sem termo registam probabilidades de progressão inferiores, enquanto contratos a termo funcionam, em muitos casos, como mecanismos de transição para funções superiores.
Também a remuneração base revela um comportamento contraintuitivo, com salários mais elevados associados a menor mobilidade vertical, enquanto níveis salariais abaixo dos 1.600 euros correlacionam com progressões mais rápidas nos primeiros anos de carreira.
Do ponto de vista demográfico, a progressão é mais rápida entre os 25 e os 34 anos, fase considerada o “prime” da carreira, e o setor mantém níveis de equidade de género estrutural, sem diferenças estatisticamente relevantes entre homens e mulheres. Em contraste, surgem assimetrias associadas à nacionalidade, com trabalhadores portugueses a apresentarem probabilidades médias de progressão inferiores às de outras nacionalidades.

O KIPT – Knowledge to Innovate Professions in Tourism é o primeiro Laboratório Colaborativo (CoLAB) dedicado ao setor do turismo em Portugal, reconhecido formalmente pela FCT e pela ANI. Entre os seus associados contam-se entidades empresariais, académicas e institucionais do setor – AHRESP, Pestana Hotel Group, Hoti Hoteis, Associação Turismo do Algarve, AlgarData, SGS Portugal, Upstream Portugal, Blue Geo Lighthouse, Universidade Lusófona, ISCTE (Audax), Politécnico de Leiria, Instituto Politécnico de Bragança, Universidade Europeia, Universidade do Algarve (CITUR), Universidade de Évora (CEFAGE e CIDEHUS) e ISEG – Lisbon School of Economics & Management (ADVANCE).
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