Lavar ruas e encher piscinas pode ser proibido temporariamente se a seca agravar

A situação no país não é ainda grave, como a seca severa de 2017, mas é já “preocupante”.

O Governo ordenou à Águas de Portugal a pré-contratação de camiões cisternas para o risco de haver aldeias que venham a precisar de ser abastecidas com água, como aconteceu há dois anos em Trás-os-Montes e Beira Baixa.

A situação no país não é ainda grave, como a seca severa de 2017, mas é já “preocupante”, admitiu o ministro do Agricultura, Capoulas Santos,  esta quarta-feira, no final da reunião do grupo interministerial que gere as crises de seca.

O ministro do Ambiente, que integra a Comissão Interministerial de Acompanhamento da Seca a par do ministro da Agricultura coloca mesmo em cima da mesa algumas medidas restritivas, no caso da situação se agravar:  Lavar as ruas, encher piscinas e regar zonas verdes pode vir a ser proibido temporariamente.

Neste cenário, de acordo com a TSF, também pode vir a diminuir a pressão da água que sai das torneiras, tal como já aconteceu noutras alturas em várias localidades no Alentejo.

Em fevereiro, mais de metade do país estava em situação de seca moderada e uma parte do sul – quase 5% do território – já estava em seca severa.

Na agricultura já foram anunciados cortes: os agricultores que têm as explorações fora dos blocos de rega do Alqueva foram avisados que só vão ser aceites propostas para as culturas anuais, como melão, trigo, feijão ou batata e não há autorização para fornecer água a culturas permanentes de alto rendimento, como oliveiras, amendoeiras, vinha e árvores de fruto.

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O chefe do executivo referiu que “o Governo tem estado, desde a primeira hora, a acompanhar a situação desde sábado”, tanto ele próprio como o ministro da Administração Interna, o secretário de Estado da Proteção Civil, ou “as instituições do Estado sob a liderança da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil”.
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