Leilão do pré-sal no Brasil: Após revés nas negociações com a Exxon, Bolsonaro pediu ajuda à China

As negociações para um consórcio entre a Exxon e a Petrobras foram as que registaram mais avanços, mas as empresas não chegaram a acordo. Presidente brasileiro terá apelado a Xi Jinping para a participação das estatais chinesas a fim de evitar um leilão vazio de concorrentes estrangeiros.

O mega-leilão de pré-sal no Brasil esta semana foi uma desilusão para o governo brasileiro, com pouco apetite de investidores estrangeiros. Depois da norte-americana Exxon ter retirado o interesse na operação, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, terá pedido ao homólogo chinês, Xi Jinping, que as petrolíferas chinesas participassem na operação, a fim de evitar um leilão deserto de concorrentes estrangeiros, noticia a Folha de São Paulo.

Segundo o jornal brasileiro, a conversa terá ocorrido durante a visita oficial de Bolsonaro à China, tendo permitido posteriormente a um representante da Petrobras fechado os detalhes do negócio com as petrolíferas estatais COONC e CNODC.

O leilão de pré-sal tinha como objetivo a exploração de quatro áreas na Bacia de Santos, com o governo brasileiro a querer encaixar 106 mil milhões de reais. No entanto, apenas duas área foram arrematadas, pela Petrobras, num dos campos em consórcio com as empresas chinesas.

Segundo a Reuters, as negociações para um consórcio entre a Exxon e a Petrobras foram as que registaram mais avanços, mas não chegaram a acordo sobre os termos aceitáveis ​​para a ronda de licitações.

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