Lisboa é um dos grandes destaques da edição de 2026 do Resilient Cities Index, elaborado pela consultora imobiliária Savills. Num espaço de apenas dois anos, a capital portuguesa protagonizou uma subida meteórica de 97 posições, saltando do 213.º lugar em 2024 para a 116.ª posição, aproximando-se do prestigiado “top 100” global.
De acordo com a análise da Savills, “esta evolução resulta da conjugação de vários fatores: maior investimento imobiliário, com destaque para capital transfronteiriço, melhoria da posição das universidades em rankings internacionais, crescimento do PIB e uma dinâmica migratória positiva”.
Esta evolução reflete assim o bom momento que a cidade atravessa, impulsionada por uma combinação de fatores como o aumento do investimento imobiliário transfronteiriço, o crescimento sólido do PIB, uma dinâmica migratória positiva e a melhoria da posição das universidades nacionais nos rankings internacionais.
Segundo a análise da Savills, Lisboa integra uma tendência de valorização das cidades do sul da Europa. Em conjunto, as cidades de Portugal, Espanha, Itália e Grécia registaram uma subida média de 36 lugares desde 2024. No caso espanhol, Madrid subiu para o 34.º lugar e Barcelona para o 47.º, beneficiando de um turismo em máximos históricos e de uma economia de serviços de maior valor acrescentado.
A tendência de crescimento não é assim exclusiva de Portugal.
No topo da tabela global, a estabilidade é a regra, com Nova Iorque, Tóquio e Londres a manterem o pódio. Contudo, Paul Tostevin, Head of Savills World Research, nota que as “cidades de média dimensão”, como Lisboa, são as que estão a adaptar-se mais rapidamente às mudanças tecnológicas e ambientais, tornando-se portos seguros para investidores que procuram resiliência e estabilidade de talento.
Embora Lisboa se mantenha ligeiramente abaixo do topo 100 devido à sua dimensão à escala global, a sua progressão coloca-a firmemente no radar de grandes investidores e empresas que procuram mercados seguros e resilientes.
O índice sinaliza que a capital portuguesa não é apenas um destino turístico, mas um mercado onde o investimento tem alta probabilidade de segurança e valorização futura.
Rita Bueri, Head of Residential Lisboa da Savills Portugal, sublinha que esta trajetória reforça a cidade como um dos destinos mais atrativos da Europa, ligando o sucesso imobiliário à dinâmica do turismo e a uma modernização consistente. Para a responsável, o posicionamento de
Lisboa reflete uma mudança nas prioridades globais, onde o “verdadeiro luxo” passou a ser a qualidade de vida, a segurança e a proximidade à natureza — fatores que a capital oferece de forma mais equilibrada do que muitas grandes metrópoles.
A nível global, o índice continua a ser liderado por cidades como Nova Iorque, Tóquio e Londres, com São Francisco a subir à quinta posição.
No entanto, Paul Tostevin, Head of Savills World Research, nota que as tendências mais interessantes surgem precisamente nas posições intermédias. De acordo com o especialista, as cidades de média dimensão estão a adaptar-se rapidamente às mudanças económicas, tecnológicas e ambientais, traduzindo essa agilidade em melhorias claras de desempenho e em perspetivas de crescimento futuro, tornando-se destinos preferenciais para a retenção de talento e estabilidade de negócios.
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