[weglot_switcher]

Lisboa dá salto histórico e sobe 97 posições no ranking de cidades mais resilientes do mundo

A capital portuguesa ascende ao 116.º lugar do Resilient Cities Index da Savills, consolidando-se como um dos destinos europeus mais atrativos para o investimento internacional. A tendência de crescimento não é exclusiva de Portugal. As cidades do sul da Europa (Espanha, Itália, Portugal e Grécia) registaram uma subida média de 36 lugares. Madrid (34.º) e Barcelona (47.º) continuam a liderar na região, beneficiando de um turismo recorde e de uma economia de serviços de alto valor acrescentado.
21 Março 2026, 13h13

Lisboa é um dos grandes destaques da edição de 2026 do Resilient Cities Index, elaborado pela consultora imobiliária Savills. Num espaço de apenas dois anos, a capital portuguesa protagonizou uma subida meteórica de 97 posições, saltando do 213.º lugar em 2024 para a 116.ª posição, aproximando-se do prestigiado “top 100” global.

De acordo com a análise da Savills, “esta evolução resulta da conjugação de vários fatores: maior investimento imobiliário, com destaque para capital transfronteiriço, melhoria da posição das universidades em rankings internacionais, crescimento do PIB e uma dinâmica migratória positiva”.

Esta evolução reflete assim o bom momento que a cidade atravessa, impulsionada por uma combinação de fatores como o aumento do investimento imobiliário transfronteiriço, o crescimento sólido do PIB, uma dinâmica migratória positiva e a melhoria da posição das universidades nacionais nos rankings internacionais.

Segundo a análise da Savills, Lisboa integra uma tendência de valorização das cidades do sul da Europa. Em conjunto, as cidades de Portugal, Espanha, Itália e Grécia registaram uma subida média de 36 lugares desde 2024. No caso espanhol, Madrid subiu para o 34.º lugar e Barcelona para o 47.º, beneficiando de um turismo em máximos históricos e de uma economia de serviços de maior valor acrescentado.

A tendência de crescimento não é assim exclusiva de Portugal.

No topo da tabela global, a estabilidade é a regra, com Nova Iorque, Tóquio e Londres a manterem o pódio. Contudo, Paul Tostevin, Head of Savills World Research, nota que as “cidades de média dimensão”, como Lisboa, são as que estão a adaptar-se mais rapidamente às mudanças tecnológicas e ambientais, tornando-se portos seguros para investidores que procuram resiliência e estabilidade de talento.

Embora Lisboa se mantenha ligeiramente abaixo do topo 100 devido à sua dimensão à escala global, a sua progressão coloca-a firmemente no radar de grandes investidores e empresas que procuram mercados seguros e resilientes.

O índice sinaliza que a capital portuguesa não é apenas um destino turístico, mas um mercado onde o investimento tem alta probabilidade de segurança e valorização futura.

Rita Bueri, Head of Residential Lisboa da Savills Portugal, sublinha que esta trajetória reforça a cidade como um dos destinos mais atrativos da Europa, ligando o sucesso imobiliário à dinâmica do turismo e a uma modernização consistente. Para a responsável, o posicionamento de

Lisboa reflete uma mudança nas prioridades globais, onde o “verdadeiro luxo” passou a ser a qualidade de vida, a segurança e a proximidade à natureza — fatores que a capital oferece de forma mais equilibrada do que muitas grandes metrópoles.

A nível global, o índice continua a ser liderado por cidades como Nova Iorque, Tóquio e Londres, com São Francisco a subir à quinta posição.

No entanto, Paul Tostevin, Head of Savills World Research, nota que as tendências mais interessantes surgem precisamente nas posições intermédias. De acordo com o especialista, as cidades de média dimensão estão a adaptar-se rapidamente às mudanças económicas, tecnológicas e ambientais, traduzindo essa agilidade em melhorias claras de desempenho e em perspetivas de crescimento futuro, tornando-se destinos preferenciais para a retenção de talento e estabilidade de negócios.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.