Lisboa fecha em alta com as ações da Jerónimo Martins e da Sonae a liderarem

A bolsa portuguesa fechou a sessão em alta, ao subir 0,74% para 5.260 pontos, em linha com a maioria das praças europeias. As empresas do setor do retalho alimentar lideraram a sessão, com a Jerónimo Martins a subir 1,77% para 14,92 euros; e a Sonae a subir 1,94% para 0,892 euros. Os mercados europeus estão expectantes com a época dos resultados semestrais que está prestes a começar.

Reuters

A bolsa portuguesa fechou a sessão em alta, ao subir 0,74% para 5.260 pontos, em linha com a maioria das praças europeias. As empresas do setor do retalho alimentar lideraram a sessão, com a Jerónimo Martins a subir 1,77% para 14,92 euros; e a Sonae a subir 1,94% para 0,892 euros.

O PSI-20 subiu 0,74% para 5.260,02 pontos, com 12 cotadas em alta, quatro em queda e duas inalteradas.

A Navigator subir 1,06% para 3,238 euros e a NOS avançou 1,39% para 5,830 euros. Destaque ainda para a subida das ações dos CTT (+0,88% para 2,056  euros); do BCP (+0,49% para 0,2856 euros); da Mota-Engil (+0,93% para 1,950 euros) e da Galp (+0,68% para 14,045 euros).

Recorde-se que a Galp apresentou o trading update do 2ºtrimestre. A produção net entitlement (kboepd) subiu 3% em termos homólogos para o equivalente a 106,7 mil barris diários. Já a produção working interest (kboepd) aumentou 3% para o equivalente 108,1 mil barris diários. No que toca às matérias-primas processadas destaque para a descida de 10% para 28,9 mmboe. A venda de produtos refinados teve uma queda de 4% em termos homólogos para os 4,6 mt; ao passo que as vendas totais de GN/GNL ficaram estáveis face a igual trimestre de 2018 nos 1.892 mm3. A margem de refinação da Galp foi de 6 dólares, uma queda homóloga de 50%. A Galp apresenta os resultados do 2º trimestre no dia 29 de julho antes da abertura das bolsas europeias.

Em queda os destaques vão para a Corticeira Amorim (-0,20% para 9,9 euros) e a EDP (-0,12% para 3,378 euros).

Na Europa o verde dominou com o EuroStoxx 50 a avançar 0,13% para 3.502,22 pontos.

Só as praças de Milão (-0,02%) e Atenas (-0,82%) fecharam em queda.

Os mercados europeus estão expetantes com a época dos resultados semestrais que está prestes a começar.

O CAC 40 subiu 0,10% para 5.578,2 pontos; o FTSE 100 avançou 0,34% para 7.531,7 pontos; o DAX valorizou 0,52% para 12.387,4 pontos e o IBEX ganhou 0,33% para 9.323,6 pontos.

Isto numa altura em que os investidores acreditam que os bancos centrais vão implementar mais medidas de estímulos à economia. Esta expetativa aumentou com os dados económicos da China. O PIB chinês cresceu 6,2% no 2.º trimestre, um ritmo mais baixo desde os anos 90 mas esperado pelo mercado. No trimestre passado o crescimento foi de 6,4%.

“Os dados provenientes da China dão sinais de estabilização e acaba por suportar os setores mais expostos à região”, escreve a entidade do Grupo BCP, Mtrader, na sua análise.

A animar a negociação estiveram também os resultados do Citigroup, o primeiro banco americano a revelar os números do segundo trimestre. A instituição financeira reportou um aumento de lucros que superou as estimativas dos analistas, o que animou os investidores e criou expectativas positivas para a época de resultados, explica o analista da Mtrader, Ramiro Loureiro.

“Olhando para os movimentos empresariais, a maior cervejeira do mundo AB InBev respondeu em baixa ao cancelamento daquele que seria o maior IPO deste ano”, diz o mesmo analista. Nas Biotechs, a belga Galapagos disparou 18,77% depois da norte-americana Gilead anunciar o investimento na empresa.

No mercado das commodities é de realçar que o Brent  cai 0,33% para 66,5 dólares.

O euro regista uma quebra de 0,06% para 1,1263 dólares.

No mercado de dívida soberana a dívida alemã caiu 4,1 pontos base para 0,251%; a dívida portuguesa caiu 6,8 pontos base para 0,586% e a dívida espanhola desceu 6 pontos base para 0,508%. Itália com os juros a caírem 9,2 pontos base para 1,647%.

 

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