Lista de países a restringir administração da AstraZeneca em certos grupos etários continua a aumentar

Sete países europeus optaram por limitar a administração da vacina anglo-sueca depois de o regulador da UE ter confirmado a relação com os coágulos de sangue. Por cá, o Infarmed diz que “continuará a acompanhar a situação e atualizará a informação quando necessário”.

Depois de a Agência Europeia do Medicamento (EMA) ter concluído que existe uma relação entre a formação de coágulos sanguíneos e a vacina da AstraZeneca — embora tenha frisado “que os benefícios [da vacina] na prevenção da Covid-19 sobrepõem-se aos riscos”— foram vários os países que se juntaram à lista de nações que optaram por restringir a inoculação do fármaco a mais novos, ainda que o regulador europeu não tenha dado essa indicação.

Itália, Espanha, Alemanha, Estónia, Coreia do Sul, Holanda e Filipinas recomendaram que a vacina da anglo-sueca fosse administrada apenas em pessoas até aos 60 anos. Já na Bélgica e no Canadá essa restrição desce para pessoas com menos de 55 anos e na Suécia a toma é apenas permitida a todos com menos de 65 anos. Por sua vez, a região autónoma espanhola de Castilla y León decidiu suspender totalmente o uso da vacina da AstraZeneca.

No Reino Unido, onde a vacina é produzida, as autoridades de saúde recomendam que pessoas com menos de 30 anos tenham uma alternativa, devido a possíveis ligações entre a vacina e casos muito raros de coágulos de sangue.

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Por cá, o Infarmed diz que “continuará a acompanhar a situação e atualizará a informação quando necessário”. Desta forma, a autoridade nacional responsável pelos medicamentos e produtos de saúde decide continuar com a administração desta vacina.

Segundo o jornal “i”, das quase duas milhões de doses administradas no país (1,9 milhões), houve 3-625 casos de suspeita de reação adversa à vacina (que foram registados após a imunização, mas podem não estar relacionados com a vacina) – e só 535 são referentes à vacina desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford.

A maior parte (2941) está relacionada com a vacina da Pfizer, segundo os dados da plataforma europeia de vigilância de reações adversas EudraVigilance. Os efeitos secundários mais comuns incluem dores musculares, febre, fadiga, náuseas ou reação no local de injeção.

No contexto europeu, o comité de segurança da EMA examinou um total de 62 casos de trombose do seio venoso cerebral e 24 casos de trombose da veia esplâncnica, 18 dos quais foram fatais. Até 4 de abril, foram reportados um total de 169 casos de coágulos sanguíneos e 53 casos de trombose da veia esplâncnica, num universo de 34 milhões de pessoas vacinadas com a vacina anglo-sueca.

Face às conclusões da investigação, a agência não vai recomendar que não seja usada num grupo específico e aconselha apenas que as pessoas vacinadas se mantenham atentas aos sintomas que podem ser indicadores dos eventos invulgares descritos, nomeadamente, falta de ar, dor no peito, inchaço nas pernas, sintomas neurológicos — incluindo dores de cabeça graves e persistentes — e pequenos pontos de sangue por baixo da pele no sítio onde foi dada a injeção.

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