
Esta é a história de uma enorme rivalidade. E, como se sabe, a ciência é pródiga nelas. Aliás, muitas contribuíram para galopantes avanços na Ciência, que permitiram o desenvolvimento e o aumento do conhecimento.
Durante mais de uma década, Jason Roberts (que, em tempos, já teve outro livro seu traduzido para português, “O Viajante Cego”) pesquisou a história e, em particular, a obra de dois cientistas e da sua corrida para classificar a vida. No século XVIII, no período que ficaria conhecido como Iluminismo, dois homens dedicaram as suas vidas à mesma tarefa desafiadora: identificar e descrever toda a vida na Terra; o mesmo objetivo, mas com abordagens totalmente diferentes.
Carl Linnaeus, um médico sueco pio e devoto (a cujos acólitos chamava ‘apóstolos’), com dotes de comerciante, considerava que a classificação devia corresponder a categorias ordenadas e estáticas. A ele devemos conceitos como ‘mamífero’ ou ‘primata’. Pelo contrário, Georges-Louis de Buffon, aristocrata, polímata e diretor dos Jardins do Rei, em França, via a vida como um turbilhão dinâmico e complexo. No fundo, eram duas visões totalmente divergentes sobre a natureza, sobre o papel da humanidade na definição do destino do nosso planeta e sobre a própria humanidade, mas com o mesmo rigor científico.
“A Invenção da Biologia. Linnaeus, Buffon e todos os seres vivos” é a extraordinária história destes dois homens, de percursos entrecruzados, e do seu legado científico, com edição da Temas e Debates e tradução de Isabel Mafra.
Eis a sugestão de leitura desta semana da livraria Palavra de Viajante.
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