Há uma lenda africana que conta como, estando o Diabo invejoso da beleza das copas dos embondeiros (ou imbondeiros, também conhecidos como baobás), os arrancou do solo, voltando a espetá-los na terra logo de seguida mas, de cabeça para baixo, escondendo assim dos nossos olhos os seus ramos e a exuberância da sua folhagem.
De facto, quando olhamos para estas curiosas árvores de tronco bojudo, cuja longevidade pode chegar aos seis mil anos (só sendo ultrapassadas pela sequoia e o cedro japonês), os seus ramos tão retorcidos lembram raízes.
É precisamente o que está escondido, desenvolvendo-se em redes complexas no subsolo, que tem feito as delícias de peritos e amadores destes extraordinários seres vivos que são as árvores: através das suas raízes comunicam e entreajudam-se.
Contudo, quando o comum dos mortais olha para uma árvore vê… uma árvore, escapando-lhe, assim, toda a riqueza da diversidade desses belos espécimens da natureza, alguns dos quais partilham connosco o espaço urbano.
Para nos ajudar a navegar por entre algumas das espécies que se encontram em Portugal, o antigo ministro António Bagão Félix escreveu “Quarenta Árvores em discurso directo”, livro editado pela Porto Editora, mesmo a tempo de mais um Dia Mundial da Árvore e Internacional da Floresta.
Para além das caraterísticas mais científicas, como a família a que pertencem, ficamos a conhecer as suas relações com a arte, a literatura, religiões e tradições, a toponímia ou a cultura popular.
Eis a sugestão de leitura desta semana da livraria Palavra de Viajante.
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