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Livro: “Uma Aldeia no Terceiro Reich”

Neste livro, Julia Boyd mostra ao leitor o que há de mais humano: a coragem e a fraqueza, a brutalidade e o amor, ação, apatia e sofrimento; esperança, dor, alegria e desespero, numa história de desejos e lealdades conflituantes, com particular relevância nos nossos dias.
10 Janeiro 2026, 10h45

Em “Uma Aldeia no Terceiro Reich”, Julia Boyd olha para a História a partir de Oberstdorf, uma bela aldeia no alto dos Alpes Bávaros, que se tornou uma popular estância de férias na viragem do século XX, em particular entre os turistas do Norte da Alemanha, atraídos pelos desportos de inverno.

Partindo de trabalho realizado anteriormente por Angelika Patel, nascida na própria aldeia, Boyd usa esta comunidade tradicional de católicos devotos para mostrar como vidas vulgares – tratava-se, maioritariamente, de agricultores, trabalhadores e empresários de classe média – foram transformadas pela ascensão do fascismo.

Pesquisando em arquivos pessoais, cartas, entrevistas e memórias, as autoras traçam um extraordinário retrato íntimo da Alemanha sob o domínio de Hitler, inicialmente encarado como um líder forte, que voltaria a colocar a Alemanha entre as nações mais importantes do mundo e vingaria o povo da derrota e humilhação da Primeira Guerra Mundial.

Com a invasão da União Soviética, tudo muda. Começam a chegar soldados mortos e feridos, prisioneiros de guerra, refugiados do Leste europeu, populações evacuadas de outras cidades alemãs, destruídas por bombardeamentos.

O leitor depara-se com o que há de mais humano: a coragem e a fraqueza, a brutalidade e o amor, ação, apatia e sofrimento; esperança, dor, alegria e desespero, numa história de desejos e lealdades conflituantes, com particular relevância nos nossos dias. A edição é da D. Quixote, com tradução de Isabel Amaral.

Eis a sugestão de leitura desta semana da livraria Palavra de Viajante.


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