Londres recebe primeira reunião presencial do G7 desde o início da pandemia. Companhias aéreas pedem alívio das restrições

A semana é importante para o Reino Unido, que detém a presidência rotativa do grupo, onde terá a hipótese de reafirmar a influência no Ocidente e abordar questões como a recuperação do novo coronavírus, mudanças climáticas e como lidar com a China e a Rússia.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países que compõem o G7 reúnem-se em Londres esta segunda-feira, dia 3 de maio, naquela que é a primeira reunião presencial desde o início da pandemia de Covid-19, com o anfitrião britânico Dominic Raab a ser o primeiro a conversar com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken.

A semana é importante para o Reino Unido, que detém a presidência rotativa do grupo, onde terá a hipótese de reafirmar a influência no Ocidente e abordar questões como a recuperação do novo coronavírus, mudanças climáticas e como lidar com a China e a Rússia.

Um conjunto de companhias aéreas e grupos de viagens instou os governos dos EUA e do Reino Unido a suspender as restrições de viagens entre as duas nações, citando o aumento das vacinas e outras ferramentas que limitam a disseminação da Covid-19. Os representantes deverão anunciar a reabertura das negociações económicas ao representantes do G7 programadas para junho, disseram os grupos esta segunda-feira em cartas conjuntas enviadas ao presidente Joe Biden e ao primeiro-ministro Boris Johnson.

“Estamos confiantes de que agora existem as ferramentas certas para permitir um reinício seguro e significativo das viagens transatlânticas”, disse a carta de 49 grupos da indústria e sindicatos de ambos os lados do Atlântico. “A reabertura segura das fronteiras entre os EUA e o Reino Unido é essencial para a recuperação económica de ambos os países da Covid-19.”

Os ministros também estabelecerão as bases para a primeira viagem agendada do presidente dos EUA, Joe Biden, ao exterior desde que assumiu o cargo. Adicionalmente, existe vontade por parte dos membros do G7 em reviver a cooperação com aliados tradicionais após anos de atrito sob Donald Trump.

Além dos membros que compõem o G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos), o Reino Unido também convidou ministros da Austrália, Índia, África do Sul e Coreia do Sul. As reuniões começarão com um jantar ainda esta segunda-feira.

O Reino Unido quer capitalizar na disposição de Biden de voltar a reunir esforços globais para combater as alterações climáticsa e restaurar um acordo nuclear com o Irão repudiado por Trump.

Dominic Raab,disse no domingo que o G7 analisará uma proposta para construir um mecanismo de resposta rápida para conter a desinformação russa e, numa referência à China, falou da necessidade de defender os mercados abertos e a democracia.

“Em todas essas áreas, queremos ser absolutamente firmes e estar lado a lado não apenas dos americanos, por mais importantes que sejam, mas também com os nossos aliados mais amplos – é por isso que o G7 é tão importante”, disse Raab.

Raab e Blinken também devem discutir negociações comerciais em andamento com os Estados Unidos, enquanto o Reino Unido procura um acordo até agora ilusório, apontado pelo primeiro-ministro Boris Johnson como uma das maiores oportunidades abertas com a saída da União Europeia.

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