O lucro não-recorrente da EDP disparou 44% em 2025 para 1.150 milhões de euros, um novo recorde. A performance bateu o recorde registado em 2011: 1.125 milhões de euros.
O disparo teve lugar à boleia do crescimento de 550 milhões na EDP Renováveis à boleia da operação nos EUA.
“Foi um excelente ano de 2025 muito impulsionado pela EDP Renováveis. No geral, tudo teve boa performance, mas o que explica a grande melhoria dos resultados é a EDPR”, disse o presidente-executivo da EDP Miguel Stilwell d’Andrade ao Jornal Económico.
A EDPR concluiu mais de 2 gigas de capacidade em 2025, esperando entregar menos 25% este ano para 1,5 gigas, em linha com o corte no investimento já anunciado.
Olhando para o mercado dos EUA, o gestor espera que a procura de eletricidade suba ao ritmo de 2% por ano até 2030.
“As renováveis são a energia mais rápida e eficiente” de construir, destacou durante a chamada com analistas na quarta-feira.
As renováveis vão crescer 8% ao ano até 2030, com 25 gigas de solar e 9 gigas de vento na calha, segundo dados da WoodMac.
“Os fundamentos no mercado dos EUA são fortes e a EDPR tem o pipeline”, defendeu.
Na Europa, prevê um crescimento de 8% nas renováveis até 2030, com 57 gigas de solar e 19 gigas de vento a serem entregues.
“Temos uma boa visibilidade para 2026, já temos a capacidade garantida”, afirmou, prevendo atingir 2,1 mil milhões de EBITDA recorrente.
Já o lucro recorrente recuou 8% para 1.280 milhões de euros, com o lucro subjacente (sem rotação de ativos) a subir 3% à boleia de “um forte contributo para as operações nos EUA”.
Uma subida que reflete o “forte aumento da contribuição da EDPR”, mas que foi afetado pela queda dos preços de venda de eletricidade em Portugal e Espanha e a desvalorização do real face ao euro.
Em 2025, o EBITDA recorrente subiu 1% para mais de 5.000 milhões de euros. Fora rotação de ativos e impactos cambiais, o EBITDA subjacente subiu 7% refletindo a redução de custos operacionais de 2%.
Olhando para o EBITDA da EDP por região, o maior crescimento teve lugar nos EUA com um disparo de 28% para 1,1 mil milhões de euros.
Por agregado, é a Ibéria que pesa mais: mais de 2,6 mil milhões de euros, mas com uma queda de 5%.
Segue-se a América do Sul, onde o Brasil pesa mais, com menos 3% para 855 milhões, o resto da Europa com uma subida de 6% para 325 milhões e a Ásia-Pacífico com um recuo de 24% para 64 milhões.
Analisando o EBITDA por áreas, o mais valioso é a das renováveis, onde está a EDPR, com uma subida de 27% para 1.950 milhões.
As redes sofreram uma queda de 4% para mais de 1,5 mil milhões.
Segue-se a geração flexível e os clientes na Ibéria com menos 13% para quase 1,3 mil milhões.
Esta quarta-feira de manhã, foi a vez da EDP Renováveis anunciar um disparo nos lucros em 50% para 216 milhões de euros.
É um aumento de 772 milhões de euros depois de a companhia ter registado prejuízos de -556 milhões em 2025, devido ao registo de perdas extraordinárias significativas, relacionadas principalmente com a saída da operação na Colômbia, mas também com imparidades nos EUA relacionadas com a suspensão do projeto eólico marítimo (offshore) do consórcio com os franceses da Engie.
Já o lucro recorrente atingiu os 330 milhões, um disparo de 50%, à boleia da “estratégia de concentração de crescimento em mercados de baixo risco, com destaque para os EUA e Europa”.
Olhando para o resultado líquido recorrente subjacente (sem ganhos com rotação de ativos), este subiu quatro vezes face a 2024.
O EBITDA recorrente subiu 17% em 2025 para quase 2 mil milhões de euros, acima da expetativa de 1,9 mil milhões apresentada em novembro de 2025.
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