Lucro da EDP tomba 22% para 315 milhões de euros no primeiro semestre

O semestre foi impactado “pela forte redução de consumo de electricidade nos principais mercados, sobretudo durante os períodos de confinamento impostos para combater a propagação da pandemia”, disse a EDP. O EBITDA – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – recuou 3% para 1.817 milhões de euros.

O lucro líquido da EDP-Energias de Portugal desceu 22%, em termos homólogos, no primeiro semestre de 2020, para 315 milhões de euros, pressionado pelo impacto da pandemia da Covid-19, que levou à redução da comercialização de eletricidade na Peninsula Ibérica e no Brasil, anunciou a empresa esta quinta-feira.

A energética explicou, em comunicado divulgado no site da CMVM, que o resultado “foi impactado pela forte redução de consumo de electricidade nos seus principais mercados, sobretudo durante os períodos de confinamento impostos para combater a propagação da pandemia, que coincidiram com a maior parte do segundo trimestre”.

Adiantou que o  volume de electricidade comercializada na Península Ibérica baixou 7% e o consumo de electricidade de clientes das distribuidoras no Brasil caiu 8%. “Adicionalmente, a deterioração das condições de mercado
Ibérico de electricidade neste segundo trimestre, nomeadamente a redução da procura e o aumento do custo das licenças de emissão de CO2, justificaram a decisão de antecipação do encerramento das centrais a carvão de Sines para 2021, que implicou a contabilização de um custo extraordinário de 130 milhões de euros  (89 milhões após impostos)”.

“Este enquadramento justificou um resultado líquidou um resultado líquido negativo de 32 milhões no primeiro semestre em Portugal, no seguimento de dois  anos consecutivos de prejuízos nas actividades convencionais no mercado doméstico”, sublinhou a EDP.

O resultado líquido recorrente aumentou 8%, para 509 milhões de euros, suportado pela normalização dos recursos hídricos na Península Ibérica (comparativamente com o primeiro semestre de 2019 extremamente seco) e pela política de cobertura de riscos em mercados energéticos, com resultados positivos decorrentes da elevada volatilidade verificada no período, acrescentou.

O EBITDA – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – recuou 3% para 1.817 milhões de euros, adiantou.

A junho de 2020, a dívida líquida situava-se nos 14,1 mil milhões de euros, praticamente inalterada face ao mesmo mesmo do ano passado.

A EDP informou que os resultados financeiros no 1S20 melhoraram 1%, face ao período homólogo. Excluindo o custo extraordinário com recompra da emissão híbrida, os juros financeiros líquidos melhoraram 20%, com um impacto positivo da redução do custo médio de dívida para 3,3% (-70 pontos base em termos
homólogos).

Antes da abertura da Bolsa de Lisboa esta manhã, a EDP Renováveis, subsidiária da EDP para as energias ‘limpas’ informou que o lucro líquido caiu,  26% para 255 milhões de euros no primeiro semestre face a período homólogo, com as receitas a diminuirem 9% para 913 milhões de euros, devido ao menor número de ativos a produzir centrais no resultado de vendas no passado.

[Atualizada às 17h12]

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