Benfica SAD regista prejuízos de 17 milhões

A SAD benfiquista destaca que o resultado foi obtido “num período de extraordinária complexidade, sujeito aos impactos da covid-19, para além da não participação na Liga dos Campeões e do forte investimento realizado no plantel de futebol”.

23 – SL Benfica (170,3 milhões de euros em receita)

A  Benfica SAD apresentou esta quarta-feira à CMVM os resultados do seu exercício de 2020/21, em que se destaca um resultado negativo de 17,4 milhões de euros [no período homólogo tinha registado lucros de 41,7 milhões], bem como o agravamento do passivo em mais de 53 milhões de euros para 379,6 milhões.

Os rendimentos com transações de direitos de atletas também caíram de 30 de junho de 2020 para 30 de junho de 2021, passando de 145,1 milhões de euros para 100,016 milhões.

As contas prestadas à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários incluem ainda um decréscimo de 32,8 % nos rendimentos operacionais, bem como a descida a nível de rendimentos com transações de direitos de atletas para 100 milhões, destacando-se aqui a transferência de Rúben Dias para o Manchester City.

“O resultado líquido do exercício ascende a um valor negativo de 17,4 milhões de euros, sendo de destacar que o mesmo foi obtido num período de extraordinária complexidade, sujeito aos impactos da covid-19, para além da não participação na Liga dos Campeões e do forte investimento realizado no plantel de futebol”, refere a SAD. “Os rendimentos operacionais (excluindo transações de direitos de atletas) superam os 94 milhões, o que significa um decréscimo de 32,8% face ao período homólogo, justificado essencialmente pela inexistência de receitas de matchday, devido à realização de jogos sem público, e pela redução dos rendimentos com prémios distribuídos pela UEFA; os rendimentos com transações de direitos de atletas ascendem a 100 milhões de euros, o que corresponde ao terceiro melhor exercício de sempre alcançado pela Benfica SAD, sendo de destacar o contributo da transferência do jogador Rúben Dias”, lê-se  no comunicado.

Os rendimentos operacionais (excluindo transações de direitos de atletas) caíram 32,8% em relação ao período homólogo, justificado “pela inexistência de receitas de matchday, devido à realização de jogos sem público, e pela redução dos rendimentos com prémios distribuídos pela UEFA”.

A SAD destaca ainda o facto de o período registar o terceiro melhor exercício de sempre no que se refere a vendas, com 100 milhões de euros – ainda assim, uma quebra face aos 145 milhões do exercício anterior.

Por outro lado, o passivo da SAD do Benfica aumentou em 16,5% face ao final do período homólogo, passando para 379,6 milhões de euros, algo que o clube da Luz justifica com “variações ocorridas nas rubricas de empréstimos obtidos e de fornecedores e outros credores, em resultado do investimento no plantel de futebol”.

No comunicado enviado à CMVM, a SAD diz que “os rendimentos totais ascendem a 204 milhões de euros, sendo de realçar que num exercício marcado pela inexistência de receitas de jogos, devido às restrições de público nos estádios como medida de combate à covid-19, e pela não participação na Liga dos Campeões, a Benfica SAD conseguiu ultrapassar a fasquia dos 200 milhões de euros, correspondendo ao quarto melhor exercício de sempre em termos de rendimentos totais obtidos pela Sociedade”.

Os gastos operacionais (excluindo transações de direitos de atletas) atingem os 206,7 milhões, o que representa um decréscimo de 2,4% face ao período homólogo, “sendo de destacar a diminuição de 26,5 milhões verificada na rubrica de fornecimentos e serviços externos, a
qual foi parcialmente compensada pelos aumentos ocorridos nas rubricas de gastos com o pessoal e de amortizações e perdas de imparidades de direitos de atletas”.

O ativo ascende a um valor de 523,3 milhões de euros, “o que representa um crescimento de 7,4% face ao período homólogo, ultrapassando pela primeira vez a barreira do 500 milhões de euros e correspondendo ao sexto exercício consecutivo em que o valor do ativo aumenta”.

“O passivo atinge um valor de 379,6 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 16,5% face ao final do período homólogo, o qual se encontra principalmente refletido nas variações ocorridas nas rubricas de empréstimos obtidos e de fornecedores e outros credores, em resultado do investimento no plantel de futebol”, explica o Benfica.

O valor da dívida líquida da Benfica SAD ascende a 100,9 milhões de euros, o que representa um aumento de 8,8% face ao final do exercício transato, mas que corresponde ao segundo valor mais baixo dos últimos dez exercícios.

O capital próprio corresponde a um montante de 143,7 milhões de euros, o que equivale a um decréscimo de 10,9% face a 30 de junho de 2020, “em consequência das inúmeras situações que se verificaram nesta época, designadamente os impactos negativos da covid-19, a não participação na Liga dos Campeões e o forte investimento no reforço do plantel de futebol”.

De realçar que “o valor do capital próprio no final do exercício continua a ser um indicador muito positivo, sendo inclusivamente o segundo montante mais elevado de sempre apresentado pela Sociedade, que recuperou um valor acumulado de 167,5 milhões de euros do seu capital próprio, desde 30 de junho de 2013”, lê-se no comunicado.

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