A BP registou um lucro atribuível de 2.316 milhões de dólares (2.663 milhões de euros) no segundo trimestre (1,4 mil milhões de dólares no período anterior). Em conjunto com os resultados, fez saber que mantém o programa de recompra de ações avaliado em 750 milhões de dólares.
Em causa está um crescimento de 8,5% no resultado líquido, que superou por larga margem as expetativas que existiam nos mercados.
As contas foram apresentadas pela petrolífera britânica na manhã desta terça-feira e significam que as expetativas dos mercados foram largamente superadas. O LSEG (London Stock Exchange Group) estava a prever um lucro na ordem de 1,81 mil milhões de dólares (1,56 mil milhões de euros).
Os números surgem um dia depois de a BP anunciar a descoberta do Bumerangue, uma reserva de petróleo localizada no Brasil, a 400 quilómetros do Rio de Janeiro. A companhia está neste momento em fase de testes.
Ao mesmo tempo, procura recuperar a confiança dos acionistas e é com isto em perspetiva que tem planos para recomprar ações próprias, num plano que deverá envolver um investimento a rondar os 750 milhões de dólares.
Entre outros dados financeiros, o cash flow da empresa atingiu 6,3 mil milhões de dólares no segundo trimestre, ao passo que os custos foram reduzidos em 900 milhões de dólares na primeira metade do ano. Neste âmbito, destaque para as despesas com a exploração petrolífera, em que a BP conseguiu realizar um corte de 43,1% até aos 242 milhões de dólares. Em causa está a intenção de reduzir custos operacionais e tornar a BP mais eficiente.
Ao mesmo tempo, o dividendo devido aos acionistas sobe para 8,32 centavos no período em análise (8 centavos no primeiro trimestre).
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