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EDP Renováveis deixa prejuízos e vê lucro a disparar 50% em 2025

Resultados da cotada passam de prejuízos de -556 milhões e disparam 772 milhões.
25 Fevereiro 2026, 07h09

O lucro não-recorrente da EDP Renováveis (EDPR) disparou 50% em 2025 pra 216 milhões de euros, anunciou hoje a elétrica.

É um aumento de 772 milhões de euros depois de a companhia ter registado prejuízos de -556 milhões em 2025, devido ao registo de perdas extraordinárias significativas, relacionadas principalmente com a saída da operação na Colômbia, mas também com imparidades nos EUA relacionadas com a suspensão do projeto eólico marítimo (offshore) do consórcio com os franceses da Engie.

Já o lucro recorrente atingiu os 330 milhões, um disparo de 50%, à boleia da “estratégia de
concentração de crescimento em mercados de baixo risco, com destaque para os EUA e Europa”.

Olhando para o resultado líquido recorrente subjacente (sem ganhos com rotação de ativos), este subiu quatro vezes face a 2024.

O EBITDA recorrente subiu 17% em 2025 para quase 2 mil milhões de euros, acima da expetativa de 1,9 mil milhões apresentada em novembro de 2025.

O conselho de administração vai propor na assembleia-geral de acionistas, a continuação de programa de scrip dividendo, com um payout de 40% do resultado líquido recorrente, quase 133 milhões de euros, ou 13 cêntimos por ação.

A companhia liderada por Miguel Stilwell d’Andrade destaca que a “boa execução em 2025 da estratégia de foco em mercados baixo risco e melhoria de rácios de endividamento, suportam a expectativa de um EBITDA recorrente de cerca 2,1 mil milhões em 2026 assim como o aumento de visibilidade da execução das metas do Plano de Negócios 2026-28”.

Em 2025, a companhia produziu mais 11% de eletricidade, com a capacidade instalada a subir 14%, mas o preço médio de venda caiu 10%.

Os ganhos com rotação de ativos atingiram os 119 milhões em 2025, com vendas em Espanha, Itália, França e Grécia.

O investimento bruto afundou dos 4,1 mil milhões em 2024, mas os 2,4 mil milhões em 2025, com os EUA e a Europa a representarem 90%, refletindo uma “redução do investimento total”, anunciado no Capital Markets Day em novembro, com “maior foco em mercados de baixo risco”, com rating financeiro “A”.

A dívida líquida recuou 200 milhões para os 8,1 mil milhões, com a subida do fluxo de caixa, a redução do investimento e maior encaixe com rotação de ativos, assim como acordos nos EUA.

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