Luís Montenegro assume derrota e diz que Rio “é credor do nosso desejo de que possa ultrapassar com êxito os próximos combates”

Candidato derrotado à liderança social-democrata demorou a referir-se a Rui Rio, acabando por pedir ao presidente reeleito que acabe com a “cultura de facção”. Mais tarde garantiu que as previsões que apontam para a sua morte política “são manifestamente exageradas”.

José Coelho/Lusa

Ainda não estavam apurados todos os votos dos militantes do PSD quando Luís Montenegro, candidato na segunda volta das eleições diretas, assumiu a derrota frente a Rui Rio, dirigindo-se ao presidente reeleito como “credor do nosso cumprimento e do nosso desejo de que possa ultrapassar os próximos combates que o partido vai travar”. Mais precisamente, as regionais dos Açores, já este ano, e as autárquicas de 2021, tendo desejado “ao nosso companheiro Rui Rio que possa ser bem-sucedido nesses importantes combates eleitorais”.

A referência ao vencedor das eleições diretas foi deixada para o final da intervenção, quando Montenegro já tinha agradecido aos elementos mais destacados da sua candidatura – nomeadamente a mandatária nacional Margarida Balseiro Lopes, a quem chamou “uma garantia do futuro do PSD”, sendo a presidente da Juventude Social-Democrata um dos raros elementos do grupo parlamentar que o apoiaram – e até ao candidato derrotado na primeira volta Miguel Pinto Luz, “pela sua campanha e pelo contributo para o debate”.

“Não pondo em causa os resultados de hoje, mas com a responsabilidade de representar 47% dos militantes, venho pedir ao dr. Rui Rio e à nova direção política que saibam interpretar os resultados que o PSD teve no último ano e da avaliação que os militantes fizeram hoje nas urnas”, disse Montenegro, salientando que todos no partido têm “de contribuir para acabar com a cultura de facção, com divisões insustentáveis e com agressividades intoleráveis”. No entanto, também deixou claro que, em sua opinião,  “essa unidade começa na liderança e no líder”.

Para Rui Rio fica a missão de levar a que o PSD “possa constituir-se como a oposição firme e exigente de que o país precisa” e uma “solução de governo diferente daquela que tem sido protagonizado pelo PS e pelo primeiro-ministro António Costa”. “O país espera que sejamos capazes de devolver a esperança à sociedade portuguesa para voltarmos a governar Portugal”, afirmou.

Mais tarde, já na fase das respostas a perguntas dos jornalistas, o social-democrata disse que “não vale a pena anunciar a minha morte política”, dizendo que as notícias acerca da sua morte política “são manifestamente exageradas”, sem se comprometer ainda assim com desafios como uma candidatura autárquica.

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