Maduro prepara reestruturação do governo venezuelano

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu aos ministros do seu Governo que ponham os seus cargos à disposição, a fim de impulsionar uma “reestruturação profunda” do Executivo.

O anúncio foi feito no domingo através do Twitter pela vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, precisando que a reestruturação abrangerá ainda “os métodos e funcionamento” do Governo.

“O Presidente Nicolás Maduro solicitou a todo o Gabinete Executivo que ponha os seus cargos à disposição, para efeitos de uma reestruturação profunda dos métodos e funcionamento do Governo bolivariano, para blindar a pátria de Bolívar (Simón) e Chávez (Hugo) perante qualquer ameaça”, anunciou.

Esta posição tem lugar um dia depois de milhares de simpatizantes do Presidente Nicolás Maduro saírem às ruas de Caracas para participar na “Grande Marcha da Vitória”, para festejar “a derrota do golpe elétrico” que o Governo venezuelano diz ter provocado o apagão de 07 de março, que deixou o país às escuras, nalgumas zonas durante uma semana.

Na Venezuela, é frequente que o Presidente da República peça aos seus ministros que ponham os cargos à disposição, para que sejam ratificados ou não nas funções que desempenham.

No entanto, isso tem lugar no início do ano e no começo de cada mandato presidencial.

A 10 de janeiro, o Presidente Nicolás Maduro tomou posse para um novo mandato de seis anos (2019-2025), tendo por base resultados oficiais das eleições presidenciais antecipadas de 20 de maio de 2018.

Um dia depois a oposição, que se recusou a participar no processo, denunciou irregularidades.

Vários países não reconhecem o novo mandato de Nicolás Maduro e insistem em pedir que sejam convocadas novas eleições, livres e transparentes, no país.

A 23 de janeiro último o então presidente do parlamento venezuelano (onde a oposição detém a maioria), Juan Guaidó, acusou Nicolás Maduro de estar a usar o poder.

Nesse dia, Guaidó autoproclamou-se presidente interino da Venezuela e anunciou uma “rota de luta” no país que, segundo o próprio, passa pelo “fim da usurpação, um governo de transição e eleições livres”.

 

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