Mais cheetos, doritos e sumos na quarentena. PepsiCo aumenta receitas para 15 mil milhões de euros

Apesar da reabertura da economia e do regresso à escola, os consumidores mantêm-se mais resguardados e as crianças e jovens com aulas online, o que motivou o crescimento das vendas. As ações do grupo norte-americano estão a subir na bolsa de Nova Iorque.

A PepsiCo surpreendeu os analistas ao reportar esta quinta-feira um resultado líquido de 2,29 mil milhões de dólares (cerca de 2 mil milhões de euros) no terceiro trimestre deste ano, impulsionado pelo aumento do consumo de snacks pelos consumidores domésticos. Por outras palavras, na quarentena os clientes beberam mais Pepsi e comeram mais batatas fritas e outros produtos do grupo.

As receitas da empresa norte-americana também aumentaram – 5,3% em termos homólogos – para 18,09 mil milhões de dólares (aproximadamente 15,41 mil milhões de euros), quando o mercado sinalizava que seria de 17,23 mil milhões de dólares (perto de 14,68 mil milhões de euros).

Apesar da reabertura da economia e do regresso à escola, os consumidores mantêm-se mais resguardados e as crianças e jovens com aulas online, o que motivou o crescimento das vendas da PepsiCo, cujas ações estão a subir na bolsa de Nova Iorque.

“Tanto a Frito-Lay como a Quaker Foods continuaram a apresentar um crescimento robusto, uma vez que as tendências de consumo doméstico permaneceram fortes, apesar da reabertura faseada das economias e atividades em determinadas áreas, a partir de maio”, explicou o CEO da PepsiCo, Ramon Laguarta, no relatório e contas.

Aliás, os negócios Frito-Lay (dona das marcas de batatas fritas Lay’s, Tostitos, Cheetos e Doritos) e da Quaker (cereais, alimentos de pequeno-almoço…) reportaram um crescimento orgânico nas receitas na ordem dos 6%. A multinacional com sede em Purchase anunciou ainda que espera um lucro por ação de 5,50 dólares em 2020, acima da previsão de mercado que apontava para os 5,36 dólares.

Recomendadas

Conheça as mulheres que estão a dar cartas no negócio dos vinhos em Portugal

JE conta a história de Leonor Freitas, da Casa Ermelinda Freitas, Olga Martins, da Lavradores de Feitoria, Rita Nabeiro, da Adega Mayor, Filipa Pato, da Pato e Wouters, e Luísa Amorim, da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo e Quinta da Taboadella.

Concorrência acusa Modelo Continente, Pingo Doce, Auchan e Active Brands de concertarem preços

As retalhistas terão utilizado o relacionamento comercial com a Active Brands – do grupo Gestvinus e até então fornecedora das marcas Licor Beirão e Porto Velhotes – para alinharem os preços de venda ao público.

As empresárias que tratam o vinho como alguém da família

O Jornal Económico dá a conhecer cinco empresárias que deixam a sua marca numa indústria onde a igualdade de género ainda tem um longo caminho a percorrer. De Leonor Freitas a Rita Nabeiro, passando por Luísa Amorim, estes são apenas alguns nomes que se têm destacado no mundo dos vinhos e que há muito se habituaram a tratar por “tu” o néctar de Baco.
Comentários