Mais de 20 países juntam-se aos EUA e a UE em novo compromisso climático para a redução de emissões de metano

Os 24 novos signatários são responsáveis por 60% das emissões globais de metano e, por isso, caso se cumprisse, representaria um impacto significativo nos sectores de energia, agricultura e resíduos, responsáveis pela maior parte das emissões deste gás poluente.

Duas dúzias de países juntaram-se aos Estados Unidos e à União Europeia para reduzir as emissões de metano até 30% até à próxima década, isto a tempo da cimeira mundial do clima da ONU agendada para o final deste mês, em Glasgow.

Assim, países como a Nigéria, Japão e Paquistão juntam-se aos 24 signatários do Compromisso Global de Metano, que foi primeiramente anunciado pela administração de Joe Biden e o executivo comunitário europeu em setembro com o objetivo de acelerar e reforçar os compromissos climáticos.

De acordo com a “Reuters”, os 24 novos signatários são responsáveis por 60% das emissões globais de metano e, por isso, caso se cumprisse, representaria um impacto significativo nos sectores de energia, agricultura e resíduos, responsáveis pela maior parte das emissões deste gás poluente.

Os novos signatários incluem ainda o Canáda, Republica Central Africana, Republica Democrática do Congo e a Republica do Congo, Costa Rica, Costa do Marfim, Micronesia, França, Alemanha, Guatemala, Guiné, Israel, Japão, Jordânia, Quirguistão, Libéria, Malta, Marrocos, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Ruanda, Suécia, Togo, sendo que os nove fundadores da iniciativa incluem o Reino Unido, Indonésia e México.

O metano é um gás de efeito estufa e o maior contribuidor para as alterações climáticas depois do dióxido de carbono (CO2). Vários relatórios recentes destacaram a necessidade de os governos reprimirem o metano para limitar o aquecimento global a 1,5 graus C, o principal objetivo previsto no Acordo climático de Paris.

O enviado especial dos EUA para as alterações climáticas, John Kerry, admitiu que antecipa que mais de 100 países se inscrevam a tempo da cimeira do clima COP26. “Estamos ansiosos para dar as boas-vindas a todos os governos que estão prontos para lidar com o metano como a estratégia mais rápida que temos para manter um futuro de 1,5 ° C mais ao nosso alcance”, disse Kerry.

Além dos países já signatários, conta-se ainda com a participação de mais de 20 organizações filantrópicas, incluíndo as de Michael Bloomberg e Bill Gates que juntos poderão ser capazes de mobilizar até 223 mil milhões de dólares em apoio aos países aderentes à iniciativa.

Para já, sabe-se que os Estados Unidos deverão divulgar novas regulamentações para o metano oriundo do petróleo e gás já nas próximas semanas, enquanto que a União Europeia espera revelar mais legislação sobre as emissões deste gás ainda este ano. Em linha com as iniciativas preliminares, também o Canadá se comprometeu em regulamentar em cortar as emissões de metano do sector do petróleo e gás em pelo menos 75% até 2030 em relação aos níveis de 2012.

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