Marcelo: “Cabe ao Presidente garantir que nenhuma crise política e institucional” ocorre (com áudio)

O Presidente da República, a propósito da boa utilização dos fundos da ‘bazuca’, afirmou que em 2023 os portugueses dirão “se querem continuar o mesmo caminho ou alterações” para 2024. Até lá, quer evitar crises políticas e institucionais.

As próximas legislativas parecem ainda longínquas, mas Marcelo Rebelo de Sousa vai avisando: “Aos portugueses [cabe] dizer pelo seu voto em 2023, o que querem acerca do uso da oportunidade a não desperdiçar”, mas até lá não quer crise políticas.

Durante a sessão de encerramento da conferência “Fundos Europeus: gestão, controlo e responsabilidade”, organizada pelo Tribunal de Contas e pelo Tribunal de Contas Europeu, esta terça-feira, o Presidente da República, a propósito da boa utilização dos fundos da ‘bazuca’, afirmou que em 2023 os portugueses dirão “se querem continuar o mesmo caminho ou alterações” para 2024.

Até lá, voltou a alertar, não quer crises políticas: “Cabe ao Presidente garantir que nenhuma crise política e institucional” ocorre, disse.

Num aviso aos responsáveis das instituições e órgãos de soberania, o Presidente da República alertou que “os portugueses esperam que não desperdicemos esta oportunidade”, “que não percamos tempo, deitando fora dinheiro” e “que os controlos atuem atempadamente”.

“Nos próximos anos ou damos o salto que merecemos ou nos resignamos ao fado da perda desse futuro”, afirmou, salientando que “cabe aos que nos governa levar a bom porto esta missão, aos que se opõem propôr alternativas”.

O Presidente da República anunciou ainda que o Conselho Europeu deverá aprovar os primeiros Planos de Recuperação e Resiliência (PRR), entre os quais o português, no encontro agendado para esta semana.

“Espera-se para a reunião amanhã e depois de amanhã a aprovação pelo Conselho Europeu dos primeiros PRR, entre eles o português”, disse o Chefe de Estado, admitindo que “boa parte dos fundos europeus tem prazos muito curtos”, o que levanta desafios, Marcelo Rebelo de Sousa apelou a uma gestão transparente, já que, diz, “a tarefa que vamos ter entre mãos não é nada fácil. é mesmo muito complexa e trabalhosa”.

Ainda assim, a ‘luz verde’ que Portugal precisa agora é a do Conselho da União Europeia, através do Ecofin, que deverá ocorrer a 13 de julho. Será nesse encontro que os ministros das Finanças dos Estados-membros deverão aprovar o primeiro pacote dos PRR, aprovados já pela Comissão Europeia.

 

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