Marcelo diz que presidenciais não preocupam os portugueses, mas sim vencer a “maratona” contra a Covid-19

Depois de Ferro Rodrigues ter avançado hoje que apoia uma candidatura de Marcelo às presidenciais, o Presidente considera que este não é o momento para falar das eleições que vão ter lugar em janeiro de 2021.

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O Presidente da República (PR) considera que este não é o momento de falar das eleições presidenciais, mas sim das medidas de desconfinamento e sobre a retoma gradual da economia.

“Isto é uma maratona, que vai ate 2022. Temos de ganhar o essencial da maratona. Eleições não são a prioridade dos portugueses”, começou por dizer Marcelo Rebelo de Sousa esta segunda-feira numa cerimónia que marcou a reabertura da Torre de Belém em Lisboa

“Daqui por dois meses haverá convocação das eleições regionais dos Açores, não é uma preocupação dos portugueses; daqui por quatro, cinco ou seis meses, haverá convocação das eleições presidenciais, não e uma preocupação dos portugueses, portanto não é uma preocupação do PR;  e depois haverá eleições autárquicas durante a maratona, não é a preocupação dos portugueses”, analisou o Presidente da República.

“Uma coisa é a bolha mediática, outra coisa é o que os portugueses sentem e pensam, que estão neste momento preocupados com a sua saúde e como e que compatibilizam isso com a economia a arrancar”, acrescentou.

“A bolha, que eu conheço bem de quando era comentador politico, está noutra onda, mas não é o que preocupa os portugueses. Vamos-nos concentrar no que é fundamental, em ganhar esta maratona e depois logo se verá quem é candidato, quem não é, quem concorre ou não, o resultado das votações”, resumiu.

As declarações de Marcelo Rebelo de Sousa foram hoje feitas depois de Eduardo Ferro Rodrigues ter declarado o seu apoio nas eleições se o atual Presidente da República se vier a recandidatar.

“Ainda faltam seis meses, não é muito tempo, para a campanha presidencial, vejo como normal que algumas pessoas tentem marcar terreno, marcar uma posição”, começou por dizer hoje o presidente da Assembleia da República.

“Sobre as presidenciais não mudei uma vírgula do que disse há mais de um ano e meio: se as eleições fossem amanhã, não hesitaria em votar no professor Marcelo. Não tenho motivos nenhuns para retirar essa afirmação”, disse.

As declarações foram feitas à entrada para o restaurante Alfaia, no Bairro Alto em Lisboa, onde foi almoçar com o primeiro-ministro para enviar uma mensagem de confiança aos portugueses, no dia em que reabriram os restaurantes em Portugal depois de fechados durante dois meses devido à pandemia da Covid-19.

António Costa, por sua vez, foi hoje questionado se o PS pretende apoiar Marcelo Rebelo de Sousa ou uma eventual candidatura de Ana Gomes, respondendo que o “PS nunca lançou um candidato”, mas que apoia candidaturas já existentes, dando o exemplo da candidatura de Sampaio da Nóvoa em 2016, que perdeu contra o atual Presidente.

“O PS nunca apresentou candidatos, apoiou ou não apoiou. Foi sempre esta a regra”, acrescentou, apontando que o PS não tomará nenhuma posição antes dos candidatos serem todos conhecidos.

Uma coisa é certa, o PS não vai “seguramente” apoiar a candidatura do deputado e líder do Chega, André Ventura, afirmou António Costa na TSF.

Sobre se apoia ou não Marcelo Rebelo de Sousa para as presidenciais, o primeiro-ministro considera que isso não é importante, pois considera que o PR vai vencer as eleições se se recandidatar.

“Qualquer seja o meu sentido de voto, creio que é uma coisa mais ou menos pacifica, não é sequer necessário antecipar que daqui a um ano, se houver candidatura do professor Marcelo, ele será eleito pelos portugueses, não é preciso ser vidente que esse será o resultado obvio”, afirmou, na entrevista à TSF.

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Com o primeiro-ministro ao seu lado, o presidente da Assembleia da República diz que apoia Marcelo Rebelo de Sousa nas presidenciais. Já António Costa disse hoje à TSF que “não é preciso ser vidente” para adivinhar que Marcelo vai ganhar se se voltar a recandidatar.

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