Marques Mendes: Costa “deveria fazer um apelo ao PCP” para não realizar o Congresso

O comentador político defendeu que a realização ou não do Congresso do PCP “não é uma polémica de esquerda e direita”, mas sim “uma controvérsia de falta de bom senso”, considerando que a situação se resolveria “com o primeiro-ministro a fazer um apelo ao PCP para adiar o seu Congresso”.

O comentador político Luís Marques Mendes considerou que a realização do Congresso do PCP no próximo fim-de-semana é um “erro político desnecessário”, defendendo que o primeiro-ministro deveria fazer um apelo a Jerónimo de Sousa para adiar o encontro marcada para Loures.

“Não é uma questão legal, é uma questão política. Não é legal porque face à lei o PCP tem todo o direito de organizar o seu”, disse o advogado este domingo no habitual espaço de comentário na Sic, acrescentando que “é uma questão política porque pode ser adiado por iniciativa própria “.

Para o ex-líder do PSD esta “não é uma polémica de esquerda e direita”, mas sim “uma controvérsia de falta de bom senso”, considerando que a situação se resolveria “com o primeiro-ministro a fazer um apelo ao PCP para adiar o seu Congresso e é esta parte que falta”.

“O primeiro-ministro deveria fazer um apelo ao PCP”, defendeu, dando como exemplo que António Costa fez no sábado um apelo aos patrões e empresários para que nas próximas segundas-feiras vésperas de feriado os trabalhadores sejam dispensados.

Relativamente ao discurso do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre o novo Estado de Emergência, deu nota positiva, classificando como “um bom discurso”, com “preocupação de falar claro às pessoas e com verdade”. Para Marques Mendes, o Chefe de Estado salientou que Marcelo Rebelo de Sousa “foi exigente com o Governo, sem deixar de ser solidário”.

Já sobre o discurso de António Costa no único das novas medidas associados ao Estado de Emergência, que entra em vigor na quarta-feira, Marques Mendes considerou que “se compararmos com o que tinha acontecido há duas semanas, foi bastante melhor”, ainda que tenha realçado sinais de cansaço em António Costa.

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